Vítimas pedem luta "activa e constante" contra terrorismo
Os participantes no Terceiro Congresso Internacional de Vítimas do Terrorismo pediram hoje aos agentes sociais e responsáveis políticos que se empenhem numa luta "activa e constante" contra o terrorismo e um maior apoio às vítimas.
Num manifesto aprovado no encontro, os cerca de 300 participantes afirmam serem essenciais leis de protecção e assistência das vítimas do terrorismo, integradas num esforço de "harmonização" que possa conduzir à elaboração do estatuto internacional das vítimas.
O documento apela à ONU e à UE para que criem comités específicos de vítimas do terrorismo, nos quais estas "possam fazer-se ouvir, ter uma voz permanente e oferecer critérios e propostas para combater o terrorismo".
Os participantes reclamam ainda que todos os convénios internacionais sobre terrorismo sejam universalmente assinados e ratificados e que "se retire a imunidade aos governantes que sejam declarados autores, financiadores, promotores ou cúmplices de actos de terrorismo".
Na conclusão do encontro de dois dias, que decorreu em Valência, os participantes no encontro reclamam que os crimes terroristas sejam considerados "violações de direitos humanos" e como tal passíveis de julgamento pelo Tribunal Penal Internacional.
"O terrorismo é sempre um crime injusto e injustificável, cruel, abominável e condenável", lê-se no documento.
Os signatários do manifesto pedem às organizações não- governamentais que se empenhem na defesa das vítimas, aos meios de comunicação que evitem "a falsa neutralidade" nesta matéria e à sociedade civil que "mantenha e reforce o seu compromisso e solidariedade" para com as vítimas.
Ainda segundo o texto, as vítimas consideram-se "legitimadas para fazer ouvir a sua voz, para reivindicar os valores de paz, liberdade, tolerância e pluralismo, para exigir às organizações terroristas que cessem os seus crimes e para reclamar solidariedade, assistência e ajuda".
O encontro contou com a presença de vítimas de acções terroristas em países e regiões como o Reino Unido, Médio Oriente, Rússia, Estados Unidos e Espanha.