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Vitória de Romano Prodi legitimada

Vitória de Romano Prodi legitimada

A imprensa italiana encerra hoje o capítulo das eleições legislativas com a confirmação oficial da vitória de Romano Prodi e sublinha que, com ela, se inicia um período de governação difícil, dada a fragilidade da coligação de centro- esquerda.

Agência LUSA /

"O centro-esquerda venceu, por fim, e a partir de hoje deixa de ter desculpas", escreve La Repubblica (centro-esquerda), que manifesta várias reservas quanto à capacidade de entendimento dos diferentes partidos da coligação liderada por Prodi, a União.

O Corriere della Sera, que fez campanha contra Silvio Berlusconi, destaca por seu lado que, "se Prodi venceu as eleições, Berlusconi venceu a campanha" e que a nova maioria deve ter isso em conta.

Il Giornale, diário próximo do primeiro-ministro cessante, ironiza sobre a vitória da "União dos desunidos", numa alusão às tensões latentes entre alguns partidos membros da coligação.

Paolo Guzzanti, um apoiante declarado de Berlusconi, escreve um editorial do Giornale consagrado à "Vitória de Pirro" (triunfo em que as perdas do vencedor são equivalentes às do perdedor) do centro- esquerda e afirma que "Prodi não poderá governar", porque "a inconsistência da sua maioria fará com que toda a gente queira voltar às urnas muito rapidamente".

A vitória de Romano Prodi "é mínima, mas transparente", sublinha por seu turno Stefano Folli, editorialista do jornal económico Il Sole, e "insinuar que o novo parlamento não vai ser legítimo constituiria um passo muito grave e sem precedentes".

Mas, para o Sole, a principal notícia do dia, colocada em manchete, é "a urgência de reformas" económicas em Itália apontada pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

"Terrível desafio para o novo Governo", destaca também La Stampa, citando o economista-chefe do FMI, Raghuram Rajan, que quarta- feira sublinhou que a Itália "tem uma necessidade importante de verdadeiras reformas orçamentais e estruturais".

Il Manifesto, o jornal da esquerda radical, assinala também que "o FMI dita a agenda de Prodi" e defende que o líder da coligação seja empossado como chefe do governo rapidamente - "premier subito", numa alusão à palavra de ordem dos fiéis católicos após a morte do Papa João Paulo II - "santo subito" - há um ano.

A esquerda italiana em geral quer que Romano Prodi seja convidado a formar Governo pelo Presidente cessante, Carlo Azeglio Ciampi, mas o chefe de Estado tem dado a entender que prefere deixar essa tarefa para o seu sucessor, a eleger pelo parlamento até a 18 de Maio.

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