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Von der Leyen promete "pacote substancial de investimento" na Gronelândia

Von der Leyen promete "pacote substancial de investimento" na Gronelândia

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, prometeu avançar, em breve, com um "pacote substancial de investimentos" para a Gronelândia, alvo de pretensões norte-americanas, descrevendo a segurança do Ártico como uma "verdadeira necessidade geopolítica".

Lusa /
Yves Herman - Reuters

"Coletivamente, temos investido pouco no Ártico e na segurança do Ártico. [...] Neste momento, estamos a trabalhar no reforço das relações da UE com a Gronelândia e, neste contexto, a Comissão apresentará em breve um pacote substancial de investimentos", anunciou Ursula von der Leyen.

Falando em conferência de imprensa no final de uma reunião extraordinária do Conselho Europeu, em Bruxelas, a responsável indicou que, para além do investimento, a UE "também pretende aprofundar a cooperação com os Estados Unidos e todos os parceiros sobre o importante tema da segurança do Ártico".

"Acreditamos que devemos usar o aumento das nossas despesas com defesa em equipamentos preparados para o Ártico, como um quebra-gelo europeu, por exemplo, e devemos reforçar o nosso acordo de segurança e defesa com parceiros na região, como o Reino Unido, o Canadá, a Noruega, a Islândia e outros. Isto tornou-se uma verdadeira necessidade geopolítica", descreveu Ursula von der Leyen.

Face às recentes ameaças tarifárias, entretanto sanadas, por parte dos Estados Unidos, a líder do executivo comunitário garantiu que a UE está "bem preparada com contramedidas comerciais e instrumentos não tarifários, caso fossem aplicadas tarifas".

"Seguimos quatro princípios fundamentais - firmeza, divulgação, preparação e unidade, e isso foi eficaz - e, portanto, daqui para a frente, devemos manter essa mesma abordagem numa perspetiva mais ampla sobre o Ártico e a segurança do Ártico", concluiu Ursula von der Leyen.

Os líderes da União Europeia reuniram-se hoje numa cimeira extraordinária em Bruxelas para discutir as relações transatlânticas após ameaças dos Estados Unidos, entretanto retiradas, de impor tarifas a países que se opõem às intenções norte-americanas sobre a Gronelândia.

Com esta cimeira extraordinária, os chefes de Governo e de Estado dos 27 do bloco europeu quiseram enviar um sinal político forte de unidade, sublinhando que a soberania territorial e a lei internacional são princípios fundamentais da política externa da UE, face às intimidações sobre a Gronelândia, um território autónomo da Dinamarca.

No passado fim de semana, o Presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou tarifas (de 10% em fevereiro e de 25% em junho) sobre oito países europeus, entre os quais seis Estados-membros da UE (Dinamarca, Suécia, França, Alemanha, Países Baixos e Finlândia) e dois outros (Noruega e Reino Unido).

Porém, já esta quarta-feira à noite, Trump recuou, ao anunciar um acordo com o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (NATO), Mark Rutte, sobre a Gronelândia, e a suspender a ameaça de tarifas.

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