Xi declara que amizade entre Pequim e Pyongyang "perdurará para sempre"
O Presidente chinês defendeu hoje a continuidade da aliança entre China e Coreia do Norte e apelou ao reforço da coordenação face "à hegemonia" e "política de força", num artigo no jornal norte-coreano Rodong Sinmun.
O texto, divulgado também pela agência de notícias estatal chinesa Xinhua, foi publicado por ocasião da viagem de Xi Jinping à Coreia do Norte, a primeira em sete anos, e no ano em que se comemora o 65.º aniversário do Tratado de Amizade, Cooperação e Assistência Mútua entre os dois países.
Xi afirmou que a relação bilateral se encontra num "novo ponto de partida histórico" e sustentou que Pequim pretende "impulsionar o desenvolvimento" dos laços com Pyongyang.
Isto após anos em que as relações arrefeceram devido aos ensaios nucleares norte-coreanos e num momento em que Pequim procura preservar a influência face à crescente aproximação da Coreia do Norte à Rússia.
O líder chinês salientou que a "amizade tradicional" entre os dois países "perdurará para sempre" e recordou que se reuniu seis vezes com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, nos últimos anos.
Xi defendeu também que Pequim e Pyongyang preservem o sistema internacional centrado nas Nações Unidas e a ordem baseada no direito internacional, ao mesmo tempo que se opõem "à hegemonia" e à "política da força" .
O dirigente chinês condenou ainda qualquer tentativa de "reavivar o militarismo", uma expressão que as autoridades chinesas têm usado de forma reiterada nos últimos meses em referência ao Japão.
O artigo não menciona a desnuclearização da Coreia do Norte, um assunto que Pyongyang voltou a descartar no domingo, ao afirmar que o estatuto nuclear do país é irreversível.
A visita do líder chinês ocorre em pleno reatamento dos contactos entre Pequim e Pyongyang, após uma reunião que Xi e Kim mantiveram em setembro de 2025 em Pequim, uma visita do ministro dos Negócios Estrangeiros chinês, Wang Yi, à Coreia do Norte em abril e o reinício, em março, das ligações ferroviárias e aéreas de passageiros entre ambos os países, após seis anos de suspensão.