Zelensky conversou com enviados dos EUA para reativar negociações de paz
O Presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, falou hoje por telefone com os enviados norte-americanos, Steve Witkoff e Jared Kushner, num esforço para reativar as negociações e encontrar uma solução para a guerra com a Rússia.
"Estou grato pela sua disponibilidade em trabalhar o mais ativamente possível nas próximas semanas para revitalizar a diplomacia com o objetivo de pôr fim à guerra da Rússia contra a Ucrânia", frisou Zelensky nas suas redes sociais após a chamada telefónica.
"Entendemos que a atenção mundial está focada na situação em torno do Irão. Mas o nosso objetivo comum de paz na Europa continua na agenda", frisou ainda, acrescentando que teve esta conversa "muito positiva" durante uma escala na Moldova.
Zelensky referiu que foram discutidas "as perspetivas no contexto da cimeira do G7 (prevista para meados de junho em França) e de outros acontecimentos em junho", especificando que forneceu aos seus interlocutores informações sobre as intenções de Moscovo.
O líder ucraniano mencionou repetidamente a possibilidade de uma visita dos dois enviados a Kiev, a primeira desde o início da invasão russa em grande escala, em fevereiro de 2022.
No início de junho, Zelensky lamentou que a organização desta visita estivesse a demorar "demasiado tempo", ao mesmo tempo que reconhecia que o Irão era, naquele momento, o "problema número um" de Washington.
Nos últimos meses, várias rondas de negociações sob os auspícios dos Estados Unidos não conseguiram aproximar Kiev e Moscovo de um acordo, com o processo a ficar cada vez mais emperrado à medida que a atenção de Washington se voltava para o Irão.
Na semana passada, Volodymyr Zelensky propôs um encontro bilateral com o seu homólogo russo, Vladimir Putin, para negociar uma saída para o conflito.
Mas Putin rejeitou a ideia, exigindo um acordo final antes de qualquer reunião.
Moscovo exige concessões políticas e territoriais à Ucrânia, incluindo uma retirada total da região de Donetsk (leste). Kiev rejeita estas exigências, considerando-as equivalentes à capitulação.