Militares do terceiro contingente da GNR já chegaram a Portugal

Militares do terceiro contingente da GNR já chegaram a Portugal

Os 72 militares do terceiro contingente da GNR que prestaram serviço no Iraque chegaram sábado ao aeroporto de Figo Maduro, em Lisboa, após terem ficado retidos no Cairo, quinta- feira, devido a uma avaria no avião que os transportava.

Agência LUSA /

O C-130 da Força Aérea Portuguesa aterrou no aeroporto de Figo Maduro cerca das 23H55 de sábado, com os 72 militares do terceiro contingente do subagrupamento Alfa da GNR, que partiu quinta-feira do Iraque, com destino a Portugal.

à sua espera concentraram-se várias dezenas de familiares, que aguardaram ansiosamente pelos militares que partiram para o Iraque há quatro meses.

O ministro da Administração Interna, Daniel Sanches, que se deslocou ao aeroporto para cumprimentar os militares da GNR, manifestou aos jornalistas a sua satisfação.

"Correu tudo muito bem. É sempre uma alegria e um momento comovente", afirmou o governante referindo-se à chegada deste grupo de militares da GNR.

De acordo com o comandante do terceiro contingente do subagrupamento Alfa, capitão Ramos, os militares chegaram com "o espírito de missão cumprida" e o balanço é "positivo".

"Passámos por momentos de muita acalmia, algumas vezes uma falsa acalmia, e por outros de elevada perigosidade. Há muitas forças envolvidas no terreno de operações no Iraque, não são só os iraquianos", disse aos jornalistas.

No entanto, o capitão Ramos realçou a satisfação dos iraquianos relativamente aos militares portugueses, salientando que "normalmente, os portugueses estão bem vistos e que os iraquianos não têm raiva" dos militares lusos.

Para este militar da GNR esta foi a primeira e a última vez que esteve no Iraque, já que não tenciona voltar àquele país.

"É necessário descansar. A maior parte dos militares não foi para lá pelo dinheiro. É uma situação muito desgastante. Passámos por situações de muito risco", enfatizou.

Questionado sobre se considera existirem condições para a realização de eleições no Iraque, previstas para 30 de Janeiro de 2005, o capitão Ramos "aposta" que em Nassíria, cidade onde os militares portugueses estiveram, o acto eleitoral decorrerá "com segurança", embora não arrisque projecções quanto ao resto do território iraquiano.

Também o soldado David Gomes, cozinheiro, estreante neste tipo de missões, fez um balanço positivo da missão, mas realçou que, por razões familiares, não quer mais voltar ao Iraque.

Apesar de considerar que estava mais protegido que os seus colegas que efectuavam patrulhas, David Gomes não deixa de salientar que o perigo existia sempre.

Para o soldado Filipe, que já esteve em Timor-Leste, esta experiência no Iraque foi diferente, devido à situação de "grande conflito", mas isso não o impediu de prometer que vai voltar ao território iraquiano.

Dos 128 militares que integraram o terceiro contingente do subagrupamento Alfa, 72 regressaram sábado, os outros 56 encontram-se ainda no Iraque para apoiar a integração do novo grupo de militares portugueses da GNR que foi para o Iraque.

Para receber este grupo de 72 militares, além do ministro da Administração Interna, deslocaram-se ainda ao aeroporto de Figo Maduro, o Comandante Geral da GNR, general Mourato Nunes, e o Chefe do Estado-Maior da GNR, general Teixeira.

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