13 milhões de euros para remodelar única ala de segurança máxima em Portugal
A ala de segurança máxima do estabelecimento prisional do Monsanto, onde se encontra detido o assaltante espanhol "El Solitario", está a funcionar desde Maio deste ano e a sua remodelação custou 13 milhões de euros.
Segundo dados do Ministério da Justiça a que a agência Lusa teve acesso, esta ala remodelada - a única do país e cujas obras demoraram 16 meses - pretende responder às exigências de segurança impostas por uma criminalidade organizada e transnacional e está preparada para receber reclusos perigosos cujo percurso no estabelecimento prisional é considerado "perturbador".
Só são colocados neste EP de Lisboa reclusos que revelem perigosidade susceptível de criar situações graves para a segurança do sistema prisional ou da comunidade.
Actualmente, e ainda segundo os mesmos dados, neste estabelecimento prisional encontram-se 33 reclusos - entre os quais o espanhol "El Solitario" - vigiados por cerca de uma centena de guardas prisionais femininos e masculinos.
O assaltante de bancos espanhol conhecido por "El Solitario" está em prisão preventiva nessa cadeia de segurança máxima.
Jaime Jiménez Arbe, procurado pelas autoridades espanholas desde 1993 incluindo por crimes de homicídio, foi detido em Julho pela Polícia Judiciária na Figueira da Foz quando se preparava para assaltar uma dependência bancária.
O estabelecimento de Monsanto está também dotado de serviços clínicos dirigidos por responsáveis do Hospital Prisional e semanalmente recebe a visita de um médico de clínica geral e um psicólogo clínico.
A cadeia conta ainda com uma biblioteca e instalações de apoio para os reclusos.
A nível nacional, segundo o ministério da Justiça, há cinco secções de segurança máxima, pequenas unidades criadas como resposta imediata do sistema para periodos temporais limitados inseridos na estrutura física dos estabelecimentos.