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2025 trouxe "aumento da criminalidade geral participada" e diminuição da grave e violenta

2025 trouxe "aumento da criminalidade geral participada" e diminuição da grave e violenta

O primeiro-ministro anunciou esta terça-feira que 2025 trouxe "um aumento da criminalidade geral participada" e uma diminuição da criminalidade geral e violenta e considerou que "a pequena oscilação" mostra a estabilização dos números em Portugal.

Mariana Ribeiro Soares - RTP /
Manuel de Almeida - Lusa

"O ano de 2025 trouxe um aumento da criminalidade geral que foi participada e uma diminuição da criminalidade grave e violenta”, anunciou Luís Montenegro, afirmando que os dados revelam uma “estabilização dos números de uma forma geral e alguns sinais de preocupação”.

As conclusões foram reveladas por Luís Montenegro, que esta terça-feira presidiu à reunião do Conselho Superior de Segurança Interna, que aprovou o Relatório Anual de Segurança Interna (RASI) relativo a 2025. As declarações do primeiro-ministro foram feitas antes de ser conhecido o relatório na íntegra. O documento será remetido ao Parlamento ainda esta terça-feira.

Concretamente, o relatório aponta que a criminalidade violenta e grave participada diminuiu 1,6%, enquanto a criminalidade geral participada registou um aumento de 3,1%. O crime de roubo representa 61,6% da totalidade da criminalidade violenta.

“Este crescimento resulta, sobretudo, de tipologias de crime associadas ao maior reforço de fiscalização das autoridades e a uma maior proatividade policial, em áreas como a criminalidade rodoviária, detenção de armas proibidas, desobediência, entre outras”, lê-se no relatório.

Montenegro destacou o crime de violência doméstica, que apelidou como um "crime de terror". Segundo o relatório, foram reportadas 29.644 participações de violência doméstica, o que revela uma diminuição pelo terceiro ano consecutivo. Por outro lado, o crime de violação registou o valor mais elevado da última década.

“Queremos continuar a fazer um combate incessante e um apoio cada vez maior às vítimas, sobretudo às mulheres, crianças e jovens”, disse o primeiro-ministro.
Portugal "permanece globalmente seguro"
Entre as tendências mais preocupantes, Montenegro apontou ainda o aumento dos acidentes de carro como principal motor do crescimento da criminalidade geral.
O primeiro-ministro descreveu a sinistralidade rodoviária como uma "chaga social" que persiste em Portugal.

Apesar de terem sido registadas menos vítimas mortais em acidentes rodoviários, Montenegro avisa que “não deve servir de atenuante, porque tivemos mais acidentes” e garante que o Governo vai fazer "um esforço redobrado de fiscalização e de sensibilização neste domínio”.

Um outro crime que teve também mais detenções em 2025 foi o crime de auxílio à imigração ilegal, que registou um aumento de 225%.

“Queremos combater todos aqueles que se dedicam ao crime de tráfico de pessoas e vamos continuar a fazer um esforço para desmantelar redes de tráfico de seres humanos”, garantiu o primeiro-ministro.

No geral, o RASI afirma que Portugal "permanece globalmente seguro, pese embora com indicadores que exigem atenção".

“Temos razões para vislumbrar uma situação controlada em Portugal e apresentar Portugal como um país seguro, mas também temos razões para ver sinais de preocupação em algumas tendências e para continuar a estreitar o trabalho de articulação e cooperação”, concluiu Montenegro.

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