País
24 detidos em burla na internet com venda de bens e arrendamento de imóveis
A Polícia Judiciária deteve 24 pessoas - 11 homens e 13 mulheres - suspeitas de vários crimes cometidos através da internet e de branqueamento de capitais. Os detidos, de acordo com a PJ, tinham uma operação criada em plataformas tecnológicas onde simulavam a venda de bens, como carros de alta cilindrada, e arrendamento de imóveis. As vítimas do esquema foram burladas em mais de um milhão de euros.
Em comunicado, a Polícia Judiciária revela que numa "operação conjunta da Unidade Nacional de Combate ao Cibercrime e à Criminalidade Tecnológica (UNC3T) e da Unidade Nacional de Combate à Corrupção (UNCC), no âmbito de vários inquéritos dirigidos pelo Ministério Público (DIAP de Sintra e DIAP de Loures), desencadeou uma importante operação de combate à fraude cometida em plataformas tecnológicas de vendas de bens e serviços".
Vinte e quatro pessoas foram detidas (11 homens e 13 mulheres) "com idades compreendidas entre os 22 e os 49 anos, suspeitos da autoria de diversos crimes de burla cometidos através da internet e de branqueamento dos proventos daí resultantes".
De acordo com a PJ "a operação mobilizou 97 elementos da Polícia Judiciária, tendo sido realizadas 21 buscas domiciliárias e 10 buscas não domiciliárias na zona da grande Lisboa".
A burla
Os suspeitos simulavam a venda de bens como veículos automóveis de alta gama a preço reduzido face ao real valor de mercado ou o arrendamento de imóveis através da internet.
As vítimas, todas residentes no estrangeiro, eram levadas a efetuar pagamentos por meio de transferências bancárias para contas bancárias abertas em Portugal. "Após serem rececionados os pagamentos", diz a PJ, "as vítimas constatavam que os serviços pretendidos não lhes eram disponibilizados, verificando que tinham sido enganadas pelos agentes do crime, sofrendo um prejuízo patrimonial em consequência desses factos".
De acordo com a PJ "o grupo em investigação, embora baseado em Portugal, desenvolveu-se e teve repercussões em diversos países da Europa, lesando vítimas residentes na Alemanha, Áustria, Espanha, Grécia, Holanda, Hungria, Itália, República Checa e Turquia, assumindo por isso contornos internacionais. O valor apurado de lesão patrimonial causado às vítimas é estimado, nesta fase, num valor aproximado de 1.500.000,00 €".
As investigações continuam para que seja apurada "a dimensão exata da atividade criminosa em investigação".
Os detidos vão ser presentes a interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.