500 jovens envolvidos no "arrastão" mas só 40 ou 50 roubaram
O número de jovens envolvidos no "arrastão" de há uma semana na praia de Carcavelos foi de 400 a 500, mas os que agrediram e roubaram banhistas não excederam os 50, disse à Lusa fonte policial.
"O caso está em investigação, há dados por apurar, mas pode afirmar-se que o número de jovens envolvidos nos acontecimentos ocorridos na praia de Carcavelos situa-se entre 400 e 500, mas só entre 40 e 50 tiveram actos menos lícitos", garantiu um porta-voz da Direcção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP).
A fonte admitiu que "os actos menos lícitos" não assumiram maior dimensão "graças à eficaz intervenção" das forças de segurança, que controlaram a actuação dos jovens agressores, constituídos em grupos ou "gangs".
A praia de Carcavelos, no concelho de Cascais, viveu na tarde de sexta-feira passada uma situação de violência e agitação, devido à actuação repentina de "gangs", que assaltaram e agrediram banhistas.
"Muitos jovens que apareceram em imagens televisivas e fotográficas a correr na praia de Carcavelos, naquele dia, não eram assaltantes, mas tão só jovens que fugiam com os seus próprios haveres", alertou o responsável da Direcção Nacional da PSP.
Os acontecimentos ocorridos na praia de Carcavelos, e descritos na imprensa pela expressão brasileira "arrastão", obrigaram à intervenção da PSP, que enviou para a zona vários efectivos, nomeadamente, dos Corpos de Intervenção e de Investigação Criminal.
A Polícia Marítima também actuou, para ajudar a resolver o problema de ordem pública verificado em Carcavelos, que segundo alguns frequentadores da praia contaram à Agência Lusa, já ocorreu em anos anteriores, mas em menor dimensão.
Os incidentes causaram ferimentos em três civis e dois polícias, tendo sido detidas quatro pessoas, disse na altura à Lusa o comandante metropolitano de Lisboa da PSP.
Três dos detidos são acusados de agressão às autoridades, acrescentou o superintendente Oliveira Pereira.