Cultura
Abaixo-assinado contra o Acordo Ortográfico foi entregue no parlamento
Uma petição com 4.400 assinaturas foi hoje entregue na Assembleia da República, para conseguir que Portugal se desvincule do Acordo Ortográfico. A petição intitulada "Em aCção contra o Acordo Ortográfico", por ter atingido o número de assinaturas necessário, irá portanto ser discutida em plenário do parlamento.
Os organizadores da petição põem em causa o facto de a própria Assembleia da República estar actualmente a utilizar a ortografia do Acordo, quando nada a obrigaria a tanto. Segundo o texto do abaixo-assinado, "a resolução do Conselho de Ministros (de 2011) não se dirigia à
Assembleia da República, mas sim à Administração Pública”.
A isto acrescenta um dos organizadores, Ivo Barroso, citado pela Agência Lusa, “há aqui uma violação do princípio da separação de poderes também. O Governo não pode, por decreto, mandar a Assembleia da República aplicar o acordo”.
Para além das críticas dirigidas a este aspecto do funcionamento da Assembleia, os peticionários reclamam também uma assunção de responsabilidades por parte dos partidos parlamentares. O mesmo Ivo Barroso considera "da maior importância que os partidos, de uma vez por todas, tomem uma posição, perante o eleitorado, se estão a favor ou contra a aplicação do acordo”.
Entretanto, o movimento também enviara uma Carta Aberta o ministro da Educação, Nuno Crato, queixando-se de o Acordo ser “violado por todos os instrumentos que alegadamente o aplicam” e de enfermar de “debilidades científicas”, que “geram discrepâncias entre as várias formas de grafar uma palavra”. Segundo Barroso, assim se explica o "caos ortográfico” instalado.
A isto acrescenta um dos organizadores, Ivo Barroso, citado pela Agência Lusa, “há aqui uma violação do princípio da separação de poderes também. O Governo não pode, por decreto, mandar a Assembleia da República aplicar o acordo”.
Para além das críticas dirigidas a este aspecto do funcionamento da Assembleia, os peticionários reclamam também uma assunção de responsabilidades por parte dos partidos parlamentares. O mesmo Ivo Barroso considera "da maior importância que os partidos, de uma vez por todas, tomem uma posição, perante o eleitorado, se estão a favor ou contra a aplicação do acordo”.
Entretanto, o movimento também enviara uma Carta Aberta o ministro da Educação, Nuno Crato, queixando-se de o Acordo ser “violado por todos os instrumentos que alegadamente o aplicam” e de enfermar de “debilidades científicas”, que “geram discrepâncias entre as várias formas de grafar uma palavra”. Segundo Barroso, assim se explica o "caos ortográfico” instalado.