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Adaptação às alterações climáticas é "a maior questão do país", alerta ministra do Ambiente

Adaptação às alterações climáticas é "a maior questão do país", alerta ministra do Ambiente

A ministra do Ambiente alertou hoje que a adaptação às alterações climáticas é "a maior questão" do país e que as crises resultantes da mudança do clima mostram a importância dos sistemas de alerta.

Lusa /
Maria da Graça Carvalho, ministra do Ambiente e da Energia Foto: Manuel de Almeida - Lusa

Maria da Graça Carvalho falava no início da XIII Conferência Ibero-Americana de Ministros do Ambiente e Clima, que decorre em Málaga, Espanha, altura em que relacionou a importância dos sistemas de alerta precoce para eventos extremos e as recentes tempestades do país.

Recordando que acompanha há 25 anos as questões das alterações climáticas, considerou que estas já não são o futuro, mas estão a acontecer.

Para a ministra, a adaptação às alterações climáticas "é a maior questão" que existe em Portugal.

Na intervenção apontou que Portugal é "extremamente vulnerável" e disse que desde que assumiu a pasta, há cerca de dois anos, já houve seis grandes crises no país, todas ligadas às alterações climáticas.

Além de uma "seca extrema" no sul de Portugal e de grandes incêndios florestais nos últimos dois anos registou-se este ano o "maior carrossel de tempestades de que há registo em Portugal", situações que mostram a necessidade de sistemas de alerta e de se preparar o país para ser mais resiliente, com estruturas mais preparadas para resistir.

"Tivemos sete tempestades, seis de chuva e uma de vento", recordou, acentuando a necessidade de maior resiliência quanto ao vento, na rede elétrica, nos diques ou no litoral. Quanto à chuva Portugal, disse, tem um bom sistema de alerta e uma boa cooperação com Espanha.

A XIII Conferência Ibero-Americana de Ministros do Ambiente e Clima aprovou hoje a Agenda Ambiental Ibero-Americana, um roteiro, composto por 16 ações-chave, que orientará a resposta dos países à crise climática, à perda de biodiversidade e à poluição.

Na conferência estiveram presentes ministros de Espanha, Portugal, Guatemala, Panamá, Uruguai, Andorra e México (este último participando remotamente), e representantes (não ministros) da Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, El Salvador, Honduras, Peru, República Dominicana, Venezuela e Chile.

O encontro foi aberto pela ministra da Transição Ecológica e Desafio Demográfico de Espanha, Sara Aagesen, que realçou que a cimeira é fundamental por representar um "símbolo de compromisso, diálogo e defesa do ambiente e do direito internacional".

A Agenda Ambiental Ibero-Americana (AAI), estabelecida por mandato da Cimeira Ibero-Americana realizada em Santo Domingo em 2023, é o resultado de 14 meses de trabalho colaborativo e visa consolidar um espaço comum de cooperação técnica e diálogo político que posicione as duas regiões como um espaço comprometido com o desenvolvimento sustentável.

Com uma duração inicial de quatro anos, a AAI abrange quatro áreas temáticas: alterações climáticas; biodiversidade e ecossistemas; recursos hídricos e oceanos; e poluição e resíduos sólidos, e engloba 16 ações, uma das quais horizontal, com o objetivo de promover a sinergia entre as redes ambientais ibero-americanas.

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