Agente Pedro Pereira diz que arguido agiu de forma lúcida

Agente Pedro Pereira diz que arguido agiu de forma lúcida

O agente da PSP Pedro Pereira, que em Março estava com os dois polícias mortos a tiro na Amadora, afirmou hoje em tribunal que o alegado homicida agiu de forma lúcida e consciente.

Agência LUSA / Adicionar como fonte informativa

"Estava lúcido", disse Pedro Pereira, depois de questionado pelo procurador do Ministério Público (MP), José Espada Niza, sobre o estado do luso-brasileiro Marcus Fernandes, acusado da morte dos dois agentes da PSP.

Pedro Pereira sublinhou que teve a percepção de que o arguido "estava a agir com consciência" e nem estava alcoolizado.

No início da sessão - que está a decorrer no Tribunal da Boa- Hora, em Lisboa - a defesa do alegado homicida viu ser recusado o pedido adiamento do julgamento, após o tribunal aceitar a realização de uma perícia médico-legal para avaliar a imputabilidade do arguido.

Por outro lado, quando questionado pelo advogado de defesa do arguido, Reis Nogueira, sobre a eventual contradição do agente Pedro Pereira, entre a afirmação de que o alegado homicida estava lúcido e uma outra de que estava nervoso, a juíza interrompeu-o e disse que "a lucidez é compatível com o nervosismo".

Pedro Pereira afirmou ainda, em resposta ao procurador do MP, que tem a percepção de que o arguido regressou ao local para o abater porque era a única testemunha dos homicídios aos outros dois agentes.

Marcus José Fernandes, 31 anos, está em prisão preventiva no Estabelecimento Prisional do Linhó, Cascais, após ter sido detido pela Polícia Judiciária numa casa em Melides, Grândola, um dia depois de, alegadamente, ter cometido o duplo homicídio.

As vítimas foram António Carlos Fernandes Abrantes, 30 anos, natural da Guarda, e Paulo Jorge de Oliveira Alves, 23 anos, de Rio Tinto, ambos polícias da Esquadra da PSP da Mina, Amadora.

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