Agentes da PSP abatidos a tiro eram naturais da Guarda e do Porto

Agentes da PSP abatidos a tiro eram naturais da Guarda e do Porto

Os dois agentes da Polícia de Segurança Pública mortos hoje de madrugada no bairro da Falagueira, Amadora, são naturais dos concelhos da Guarda e do Porto, disse à agência Lusa fonte do comando distrital da PSP.

Agência LUSA / Adicionar como fonte informativa

Segundo a mesma fonte, as vítimas são António Carlos Fernandes Abrantes, 30 anos, natural do concelho da Guarda, e Paulo Jorge de Oliveira Alves, 23 anos, natural de Rio Tinto, concelho do Porto.

António Carlos Fernandes Abrantes era casado e vivia com a família em São Brás, na Amadora.

Paulo Jorge de Oliveira Alves era solteiro, residia actualmente em Queluz e estava ao serviço da PSP "há muito pouco tempo".

Segundo a mesma fonte, os corpos dos dois agentes foram para o Instituto de Medicina Legal de Lisboa para serem autopsiados, e só depois de realizados os autos periciais serão entregues às respectivas famílias, para que sejam realizados os funerais.

A PSP disponibilizou equipas de psicólogos para assistirem os familiares das vítimas e o terceiro agente que seguia no carro patrulha.

O incidente ocorreu cerca das 02:00, quando a patrulha da PSP foi chamada a uma bar no bairro da Falagueira, tendo um dos agentes sido atingido a tiro por um indivíduo a quem tinha sido solicitada a identificação.

O indivíduo pôs-se em fuga na viatura que conduzia, mas acabou por voltar atrás, disparando contra o carro patrulha e matando outro dos polícias que prestava assistência ao colega. O terceiro agente não sofreu ferimentos.

Estas duas mortes elevam para seis o número de agentes da PSP mortos em serviço nos últimos três anos, três dos quais este ano.

Há cerca de um mês, outro agente foi morto a tiro quando seguia com um colega - ligeiramente ferido - numa patrulha no bairro da Cova da Moura, na Amadora.

Em 2002, morreram dois polícias, um abatido a tiro na Amadora e outro na sequência de um atropelamento intencional em Algés.

Em 2003, morreu um agente em serviço, também após atropelamento intencional, mas em Vila Real de Santo António.

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