Alegações finais hoje do julgamento de Marcus Fernandes
O julgamento de Marcus Fernandes, acusado do hom icídio de dois agentes da PSP em 2005, tem marcadas para hoje as alegações finai s do advogado do arguido e do Ministério público, no Tribunal da Boa Hora, em Li sboa.
As vítimas foram António Carlos Fernandes Abrantes, 30 anos, natural da Guarda, e Paulo Jorge de Oliveira Alves, 23 anos, de Rio Tinto, ambos polícias da Esquadra da PSP da Mina, Amadora.
Na última sessão de julgamento, o advogado do luso-brasileiro, Reis Nog ueira, suscitou um incidente de recusa da presidente do colectivo de juízes Ana, Paula Conceição, mas o facto não impediu que o julgamento prosseguisse porque o arguido está preso preventivamente, o que faz com que o processo tenha um carác ter urgente.
Marcus José Fernandes, de 31 anos, está em prisão preventiva no Estabel ecimento Prisional do Linhó, Cascais, após ter sido detido pela Polícia Judiciár ia numa casa em Melides, Grândola, a 21 de Março de 2005, um dia depois de, aleg adamente, ter cometido o duplo homicídio com arma de fogo no bairro de Santa Fil omena, na Amadora.
Quando foi detido no litoral alentejano, a polícia encontrou um arsenal de armas de guerra na casa de Melides, tendo a PJ iniciado uma investigação que terminou com Marcus Fernandes a ser também constituído arguido num processo de tráfico de armas.
Os dois polícias foram mortos na Amadora, perto de um bar (Chop Bar), q uando três agentes, num carro patrulha, abordaram Marcus Fernandes na tentativa de o identificar e este disparou 36 vezes de uma arma (Glock) que atingiu mortal mente os dois polícias.
Marcus Fernandes é acusado de dois homicídios qualificados na forma con sumada e de um crime de homicídio na forma tentada contra o agente da PSP Pedro Pereira, que seguia também no carro patrulha da polícia utilizado na madrugada f atídica.