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Almaraz “é uma bomba relógio”

Almaraz “é uma bomba relógio”

A central nuclear de Almaraz, que fica a 100 quilómetros da fronteira com Portugal, devia ter encerrado em 2010. A Greenpeace tem vindo a alertar para os problemas de segurança e a Quercus considera que a central “é uma bomba relógio”.

Jorge Almeida - RTP /
Jorge Almeida - RTP

A central nuclear de Almaraz foi das primeiras a ser construída em Espanha em 1972 e tem dois reatores nucleares arrefecidos pelas águas do rio Tejo.

A sua proximidade com Portugal – fica a cerca de 100 quilómetros da fronteira – tem sido um foco de preocupação para os ambientalistas.

No caso de um acidente grave na central, o plano de emergência prevê a evacuação das cidades portuguesas de Portalegre, Fundão e Castelo Branco.

Mas os efeitos podem ser muito mais nefastos. Para a Quercus, a central nuclear é uma autêntica bomba relógio.

A central nuclear de Almaraz devia ter sido encerrada em 2010, mas o Governo espanhol decidiu prolongar a sua atividade por mais dez anos, até 2020.
Peças defeituosas
A Greenpeace alerta que o equipamento está a trabalhar com peças fabricadas para uma potência inferior e que existem componentes que podem não passar nos controlos de qualidade do fabricante.


Foto: Rui Rodrigues - RTP

A Areva, a empresa francesa que fornece o equipamento nuclear, anunciou que mais de 400 dos seus componentes não passaram nos controlos de qualidade a que foram submetidos.

"Entre estas 400 peças utilizadas como sobressalentes, 50 estão localizadas em centrais nucleares francesas, mas as restantes estão em vários reatores nucleares, entre os quais os de Almaraz”, afirmou Raquel Montón, a responsável pela campanha antinuclear da Greenpeace.
Central chumbou no teste de segurança
No ano passado, a central chumbou num teste de resistência, segundo a Greenpeace, por estar equipada com o mesmo tipo de válvulas que permitiram o acidente nuclear de Fukushima no Japão.


Foto: Rui Rodrigues - RTP

Este sábado vai ter lugar na cidade de espanhola de Cáceres um protesto ibérico para exigir o encerramento da central nuclear.

É esperada a presença de mais de 400 portugueses da plataforma que reúne várias associações ambientais. A concentração está marcada para as doze horas e a manifestação que vai percorrer as ruas de Cáceres tem início às 19 horas.

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