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Ana Gomes afirma que resta ao povo português agachar-se ou passar-se

Ana Gomes afirma que resta ao povo português agachar-se ou passar-se

No Conselho Superior da Antena1 desta manhã Ana Gomes critica fortemente o primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, pelas medidas de austeridade que anunciou, mas também as declarações de domingo do presidente do CDS-PP e ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas. Ana Gomes aponta ainda o dedo ao Presidente da República, Cavaco Silva, pela sua inação. “Ao povo português resta agachar-se ou passar-se”, conclui.

Sandra Henriques /

Foto: Antena1

“Paulo Portas veio demonstrar mais uma vez os vastos talentos circenses ao dizer-se penalizado pela TSU desferida sobre reformados e pensionistas, mas tratando ao mesmo tempo de abrir alegremente os diques para o tsunami de Passos passar e destroçar o país”, acusa.

Ana Gomes, que se encontra neste momento na Indonésia, afirma que amigos timorenses e indonésios lhe têm perguntado pelo impacto da crise e “se Portugal e outros países europeus não correm o risco de voltar costas à democracia, tão fragorosa veem ser a frustração dos cidadãos contra os governos e instituições democráticas que lhes falham”. “Nem eles sonham a que ponto e com que desfaçatez o governo de Passos/Portas governa Portugal”, acrescenta.

“Portas passa Passos, Passos a atrancar sobre Portas. O Presidente da República, esse, passa, não quer nem ver, nem ouvir, e muito menos falar sobre o regular funcionamento das instituições democráticas que a farsa de Passos/Portas tão grotescamente ilustra”, argumenta a eurodeputada do PS, em declarações ao jornalista Nuno Rodrigues.

Ana Gomes menciona ainda as oportunidades de negócio que estão a ser desperdiçadas na Ásia: “Eu, de passagem por Díli, Jacarta e Singapura vejo passar à minha frente o extraordinário desenvolvimento económico nesta parte do mundo e as incríveis oportunidades que se abrem e que Passos, Portas, AICEPs e empresários portugueses se entretêm a deixar passar”.

“Ao povo português resta, ou agachar-se e deixar passar o tsunami e salvar o que puder, ou passar-se para fazer passar rapidamente à História os Passos, Portas e Cavacos que se especializaram em passar e arrasar Portugal”, remata.

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