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Anticiclone dos Açores responsável pelo mau tempo

Anticiclone dos Açores responsável pelo mau tempo

A posição do anticiclone dos Açores é responsável pela situação meteorológica actual na Europa, caracterizada pela vaga de calor no Sudeste e as fortes chuvadas na Grã-Bretanha, revelou o Instituto de Meteorologia.

© 2007 /

A entidade portuguesa confirmou à agência Lusa informações da Météo-France, segundo as quais as alterações do estado do tempo se devem ao facto do anticiclone dos Açores não estar posicionado sobre a zona Oeste da Europa, como é habitual, mas ao largo, no Atlântico.

"O anticiclone dos Açores é o sistema meteorológico com maior influência no estado do tempo em quase toda a Europa, pelo que está a condicionar fortemente o Verão", afirmou a meteorologista Ilda Novo.

Ainda de acordo com a responsável, "este ano o anticiclone está a Sudoeste da sua posição média, o que implica que a corrente de Oeste e depressões frontais atinjam a Europa, sobretudo a Norte do Golfo da Biscaia, causando chuvas intensas e temperaturas baixas no Reino Unido, Países Baixos e Escandinávia".

De acordo com Michel Schneider, engenheiro da direcção de climatologia da Météo-France, ao mesmo tempo que as chuvas intensas caem na fachada Atlântica, um fluxo de Sul é orientado sobre a parte Este do Mar Mediterrâneo, causando a subida das temperaturas.

Ainda segundo a Météo-France, não é vulgar este estado do tempo nesta altura do ano mas o clima apresenta uma variação natural e é normal que não existam todos os anos condições idênticas nos mesmos locais.

Tanto o Instituto de Meteorologia como a Météo-France recusaram-se a estabelecer uma relação directa entre a situação actual e o aquecimento global.

"Não inscrevo esta situação no quadro das alterações climáticas, pois estas resultam de um conjunto vasto e diversificado de factores", assinalou Ilda Novo, sublinhando que "não podem ser tiradas conclusões apressadas" acerca do que está a suceder neste momento na Europa.

Os peritos mundiais em alterações climáticas, que publicam este ano a sua quarta síntese sobre o aquecimento do planeta, têm referido o aumento médio das temperaturas globais de 0,74°C em cem anos (1906-2005) e prevêem uma subida de entre 1,8 e 4°C suplementares até do fim do século, bem como a ocorrência de vagas de calor e inundações.

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