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APAV. Casos de abuso sexual de crianças mais do que duplicam em quatro anos

APAV. Casos de abuso sexual de crianças mais do que duplicam em quatro anos

Mais de 13.000 crianças e jovens foram apoiados pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima nos últimos quatro anos, num contexto de agravamento da violência em que o abuso sexual mais do que duplicou neste período.

RTP /
Foto: Nuno Patrício - RTP

Segundo os dados divulgados hoje pela Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), 13.039 crianças e jovens vítimas de crime e violência foram apoiadas, entre 2022 e 2025, o que representa um aumento de 52,4% ao longo deste período.

"Em média, a APAV apoiou 272 crianças e jovens por mês, o equivalente a 63 por semana e 9 por dia", salienta a associação em comunicado.

De acordo com as "Estatísticas APAV", que analisam a evolução do fenómeno da vitimação de crianças e jovens ao longo destes últimos quatro anos, foram registados 23.935 crimes e outras formas de violência contra menores, verificando-se um aumento global neste período.

A violência doméstica destaca-se como a tipologia mais prevalente (61,7%), seguindo-se os crimes sexuais (31,8%) e outras formas de crime e violência (6,5%).

No âmbito dos crimes sexuais, a APAV desta "o aumento expressivo" das situações de abuso sexual de crianças, que passaram de 390 em 2022 para 864 em 2025, o que corresponde a um crescimento de 121,5%.

Os dados revelam que a maioria das vítimas são meninas ou raparigas, seguindo-se os rapazes (39,9%), sendo residual a percentagem de situações com outra identificação de género ou sem informação.

Relativamente à idade, verificou-se uma maior incidência entre os 11 e os 14 anos (30,9%), seguidos do grupo dos 6 aos 10 anos (26,9%), das crianças entre os 0 e os 5 anos (20,3%) e dos jovens entre os 15 e os 17 anos (21,9%).

Os agressores identificados neste período eram maioritariamente homens (61,9%), sendo que, em 39,6% das situações, a pessoa agressora é a mãe ou o pai, o que evidencia a proximidade entre vítima e agressor, salienta a associação.

Em 7,7% das situações, o agressor foi a madrasta ou padrasto e em 3,1% colegas da escola ou trabalho, refere a associação, apontando ainda que o maior número de crimes foi registado no distrito de Faro (24,4%), seguido de Lisboa (14,5%) e de Braga (10,2%).

c/Lusa
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