Arguidos da Operação Labirinto à espera de medidas de coação

Arguidos da Operação Labirinto à espera de medidas de coação

Devem ser divulgadas esta terça-feira as medidas de coação dos arguidos no caso dos vistos gold. O juiz Carlos Alexandre retomou entretanto o interrogatório ao presidente do Instituto dos Registos e Notariado, António Figueiredo.

RTP /

Foto: António Cotrim, Lusa

Carlos Alexandre começou a ouvir ao início da noite o último dos suspeitos, António Figueiredo. O interrogatório ao presidente do Instituto dos Registos e Notariado foi retomado esta manhã, segundo apurou a reportagem da RTP no Campus de Justiça, em Lisboa.

Na véspera havia já sido interrogada a secretária-geral do Ministério da Justiça, Maria Antónia Anes, além do empresário Jaime Couto Alves.
Entre os 11 detidos na passada quinta-feira estão o diretor nacional do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Manuel Jarmela Palos, o presidente do Instituto dos Registos e Notariado e a secretária-geral do Ministério da Justiça, Maria Antónia Anes.


Os advogados de todos os 11 detidos foram, mesmo assim, chamados para estarem esta terça-feira no Tribunal Central de Instrução Criminal.

Uma vez apresentada a proposta do Ministério Público para a aplicação de medidas de coação, as defesas poderão responder. A palavra final cabe, contudo, ao juiz de instrução.

Sobre os detidos na Operação Labirinto recaem suspeitas de corrupção, branqueamento de capitais, tráfico de influência e peculato na atribuição dos chamados vistos dourados.

O programa, que nasceu em 2013 sob os auspícios de Paulo Portas, prevê a emissão de autorizações de residência para cidadãos estrangeiros, de fora do espaço Schengen, que façam investimentos em Portugal por um período mínimo de cinco anos.

As ondas de choque deste caso levaram à demissão de Miguel Macedo da pasta da Administração Interna. Perante o envolvimento de nomes que lhe são próximos, o ministro concluiu que perdera condições políticas para permanecer no Governo.
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