EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Arguidos remetidos ao silêncio na primeira sessão do julgamento

Arguidos remetidos ao silêncio na primeira sessão do julgamento

O silêncio dos arguidos marcou o início do julgamento da morte do segurança Ilídio Correia, o terceiro crime de uma série de quatro que abalaram a noite do Porto. No banco dos réus do Palácio da Justiça sentaram-se vários elementos ligados ao chamado "gangue da Ribeira", entre os quais Bruno P. "Pidá".

RTP /
Ilídio Correia foi morto a tiro na madrugada de 29 de Novembro de 2007 RTP

O julgamento foi transferido para o Palácio da Justiça por razões segurança, tendo o início dos trabalhos sido marcado por fortes medidas de segurança, com a polícia a criar um perímetro de segurança e proceder à revista de todos quantos quiseram presenciar a sessão.

À brigada de minas e armadilhas coube uma inspecção às instalações do tribunal.

Parte substancial desta primeira sessão foi preenchida com a leitura da pronúncia, que se prolongou por hora e meia. O colectivo de juízes das Varas Criminais do Porto indeferiu um pedido do advogado Carlos Macanjo, que defende dois arguidos, para que as audiências passassem a decorrer à porta fechada.

Processo "Noite Branca"

Em causa neste julgamento estão o homicídio consumado de Ilídio Correia, bem como vários homicídios na forma tentada. No banco dos réus sentam-se um total de nove arguidos: o núcleo duro é constituído por Bruno P. "Pidá", Mauro S., Fernando M. "Beckam", Ângelo F. "Tine" e Fábio B. "Suca", elementos do grupo de seguranças da Ribeira, com alegada implicação directa no homicídio de Ilídio Correia, segurança do grupo de Miragaia, que seria liderado pelos seus irmãos.

Ilídio Correia foi morto a tiro na madrugada de 29 de Novembro de 2007, caso do qual foi deduzida acusação pela procuradora Helena Fazenda, cuja equipa foi especialmente criada para investigar os crimes da noite do Porto em 2007.

O Ministério Público, apoiado em escutas telefónicas e testemunhos de irmãos da vítima, sustenta que os disparos partiram de uma viatura em que seguiriam os cinco arguidos, todos associados pelas autoridades ao "núcleo duro" do grupo de seguranças da Ribeira.

Aos arguidos são também imputados cinco a sete tentativas de homicídio. O Ministério Público aponta um tiroteio a 28 de Novembro de 2007 no túnel da Ribeira do Porto que resultou em danos no carro de Natalino Correia, irmão de Ilídio Correia.

Tópicos
PUB