Associação promove vigília para exigir mais médicos no Pinhal Novo

Associação promove vigília para exigir mais médicos no Pinhal Novo

A "Plataforma pela Saúde em Pinhal Novo" promove domingo à noite uma vigília junto ao principal posto de saúde da vila para exigir mais três médicos e um serviço de atendimento complementar com horário prolongado.

Agência LUSA /

A par da vigília, que decorre entre as 22:00 de domingo e as 10:00 de segunda-feira, está também a circular um abaixo-assinado com um conjunto de reivindicações para a melhoria da prestação dos cuidados de saúde, que será posteriormente enviado a diversos órgãos do poder político.

A iniciativa da Plataforma pela Saúde, que reúne a associação de utentes dos serviços de Saúde, junta de freguesia, grupos de cidadãos e outras organizações cívicas, reivindica a contratação de mais três médicos para as três extensões de saúde da freguesia, duas em Pinhal Novo e uma na Venda do Alcaide, bem como a construção de uma nova extensão de saúde no lado sul da vila.

Por outro lado, exige garantias da manutenção e melhoria da extensão de Saúde da Venda do Alcaide, face aos rumores de encerramento daquela unidade de saúde.

Segundo revelou à Lusa o presidente da Junta de Freguesia de Pinhal Novo, Álvaro Amaro, a população da freguesia aumentou de 20.000 para 27.000 habitantes nos últimos anos, situação que se traduziu num agravamento da prestação dos cuidados de saúde à população.

Por outro lado, de acordo com o autarca da CDU, só nos últimos dois anos a vila de Pinhal Novo perdeu quatro médicos que ali exerciam a actividade regularmente.

"Temos cerca de 12.000 utentes sem médico de família, mas este número poderia ser muito superior se parte dos novos residentes deixassem de recorrer aos serviços de saúde das suas terras de origem", disse Álvaro Amaro, salientando que é "muito difícil conseguir uma consulta nas extensões de saúde do Pinhal Novo, mesmo que não seja para o médico de família".

"Para conseguirem a marcação de uma consulta médica, as pessoas continuam a ir para a porta do posto de saúde às 3:00 ou 4:00 da manhã e, muitas vezes, para ficar com consultas marcadas para um ou dois meses depois, porque de facto as consultas disponíveis são manifestamente insuficientes", acrescentou Álvaro Amaro.

Em comunicado, a Plataforma Pela Saúde considera que a falta de médicos de família "tem penalizado sobretudo os cidadãos mais carenciados e obrigado sistematicamente os utentes a pernoitar à porta das extensões de saúde para obter consulta, a recorrer aos SADU, Hospitais e clínicas particulares".

A Plataforma alega também que as "diligências efectuadas junto dos organismos da saúde e, nomeadamente, da Administração Regional de Saúde de Setúbal não têm surtido efeito, com a agravante de as últimas missivas enviadas (Março e Abril de 2006) não terem sequer merecido resposta por parte da ARS".

A agência Lusa tentou ouvir o coordenador da Sub-região de Saúde de Setúbal da Administração Regional de Saúde, mas não foi possível o contacto em tempo útil.

No Centro de Saúde de Palmela, entidade que tutela as extensões da freguesia de Pinhal Novo, também não foi possível o contacto com nenhum responsável da direcção daquela unidade de saúde.


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