País
Associações de Pais criticam dicionário do Instituto da Droga
O Dicionário do Calão, disponível online no site do Instituto da Droga e da Toxicodependência (IDT), está no centro de uma polémica com as associações de pais. O manual de expressões explica, por exemplo, que “broca” é um cigarro de haxixe ou erva e que “dar um bacalhau” significa injectar heroína.
O Presidente do IDT já desvalorizou as preocupações da Associação de Pais. João Goulão afirmou à Agencia Lusa que o dicionário disponível no site www.tu-alinhas.pt “tem alguma utilidade” uma vez que um jovem que desconheça um termo pode sentir-se menorizado para perguntar o significado o que pode ser “desencadeador de curiosidade”.
O site destinado a jovens a partir dos 11 anso foi “elaborado e preparado com a colaboração das estruturas do Ministério da Educação”, disse Goulão, adiantando que “à partida não me parece que haja necessidade” para mais “reflexão sobre o assunto”.
Pais discordam
Tanto a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) como a Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) dizem que a forma como a informação é apresentada pode aumentar a curiosidade.
A CNIPE considera “muito preocupante” que seja passada uma “imagem convidativa das drogas”. Refere-se a explicações como “queimar”, que o dicionário do IDT define como o processo de “aquecer com o isqueiro a heroína ou cocaína, até fazer a bolha brilhante, cativante e vaporosa cujo fumo será inalado com a ajuda de uma nota enrolada em tubo”.
Esta associação não entende a necessidade de utilização de adjectivos como “brilhante” ou “cativante”.
Por sua vez, a CONFAP defende que o dicionário pode ter o efeito contrário ao pretendido. “Pode haver a tentação do ‘faça você mesmo’”, disse Albino Almeida à Lusa. Em causa estão explicações para conceitos como “Base”: “Cocaína pronta para fumar. Mistura de cocaína com bicarbonato de sódio ou amoníaco e água. É aquecida e posteriormente arrefecida. Por filtragem obtém-se cristais, pedrinha branca pronta para snifar na caneca ou na prata com uma nota enrolada”.
“Penso que é necessário dizer aos jovens que as drogas porporcionam sensações agradáveis e é por isso que as pessoas as usam, mas envolvem uma plêidade de riscos que é necessário conhecer”, defende o presidente do IDT, João Goulão. E acrescenta: “É fundamental que à partida as pessoas conheçam os riscos envolvidos e tenham tanta informação quanto possível, ficando habilitadas a fazer escolhas conscientes”.
O site destinado a jovens a partir dos 11 anso foi “elaborado e preparado com a colaboração das estruturas do Ministério da Educação”, disse Goulão, adiantando que “à partida não me parece que haja necessidade” para mais “reflexão sobre o assunto”.
Pais discordam
Tanto a Confederação Nacional Independente de Pais e Encarregados de Educação (CNIPE) como a Confederação Nacional das Associações de Pais (CONFAP) dizem que a forma como a informação é apresentada pode aumentar a curiosidade.
A CNIPE considera “muito preocupante” que seja passada uma “imagem convidativa das drogas”. Refere-se a explicações como “queimar”, que o dicionário do IDT define como o processo de “aquecer com o isqueiro a heroína ou cocaína, até fazer a bolha brilhante, cativante e vaporosa cujo fumo será inalado com a ajuda de uma nota enrolada em tubo”.
Esta associação não entende a necessidade de utilização de adjectivos como “brilhante” ou “cativante”.
Por sua vez, a CONFAP defende que o dicionário pode ter o efeito contrário ao pretendido. “Pode haver a tentação do ‘faça você mesmo’”, disse Albino Almeida à Lusa. Em causa estão explicações para conceitos como “Base”: “Cocaína pronta para fumar. Mistura de cocaína com bicarbonato de sódio ou amoníaco e água. É aquecida e posteriormente arrefecida. Por filtragem obtém-se cristais, pedrinha branca pronta para snifar na caneca ou na prata com uma nota enrolada”.
“Penso que é necessário dizer aos jovens que as drogas porporcionam sensações agradáveis e é por isso que as pessoas as usam, mas envolvem uma plêidade de riscos que é necessário conhecer”, defende o presidente do IDT, João Goulão. E acrescenta: “É fundamental que à partida as pessoas conheçam os riscos envolvidos e tenham tanta informação quanto possível, ficando habilitadas a fazer escolhas conscientes”.