Auxílio à imigração ilegal. PJ detém suspeitos de falsificarem 800 atestados de residência

Auxílio à imigração ilegal. PJ detém suspeitos de falsificarem 800 atestados de residência

A PJ acredita que os suspeitos cobravam entre 130 a 200 euros a imigrantes para lhes arranjarem moradas falsas e facilitarem testemunhas. Foram feitas buscas em Loures e Odivelas.

Joana Raposo Santos - RTP /
Foto: Rui Alves Cardoso - RTP

A Polícia Judiciária deteve na terça-feira, através da Unidade Nacional Contraterrorismo, dois suspeitos “fortemente indicados da prática dos crimes de associação criminosa, auxílio à imigração ilegal e falsificação ou contrafação de documentos” destinados à regularização de cidadãos estrangeiros em território nacional.

A investigação permitiu apurar que os dois homens, com 42 e 64 anos, “terão criado e dinamizado uma estrutura organizada, estável e concertada, destinada à obtenção fraudulenta de cerca de 800 atestados de residência”.

Segundo a PJ, os suspeitos indicavam moradas “onde os cidadãos estrangeiros não residiam efetivamente” e arranjavam testemunhas “que atestavam falsamente tais factos perante a entidade autárquica competente, com vista à obtenção ou regularização de títulos de residência em Portugal”.

Os suspeitos “cobrariam quantias monetárias entre os 130 e os 200 euros, aproveitando-se da vulnerabilidade de cidadãos estrangeiros que pretendiam regularizar-se em Portugal”, lê-se no comunicado divulgado pela PJ esta quarta-feira.

“Os elementos recolhidos apontam para uma atuação com divisão de tarefas, disponibilização de moradas, angariação de interessados, recrutamento de intervenientes e obtenção de proventos económicos ilícitos”, acrescenta.

No decurso desta operação foram ainda cumpridos dois mandados de detenção e sete mandados de busca e apreensão, em locais situados nas zonas de Loures e Odivelas, tendo sido recolhidos elementos probatórios considerados relevantes para o prosseguimento da investigação.

“Os detidos serão presentes à autoridade judiciária competente para primeiro interrogatório judicial e aplicação das medidas de coação tidas por adequadas”, refere a PJ.

O inquérito é titulado pelo DIAP de Loures.
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