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Avião fretado pela Cruz Vermelha Portuguesa segue segunda-feira para a Beira

Avião fretado pela Cruz Vermelha Portuguesa segue segunda-feira para a Beira

Lisboa, 21 mar (Lusa) -- Um avião fretado pela Cruz Vermelha Portuguesa (CVP) parte na segunda-feira com ajuda humanitária para a Beira, região no centro de Moçambique afetada pela passagem do ciclone Idai, anunciou hoje o presidente daquela instituição.

Lusa /

O presidente da CVP, Francisco George, anunciou hoje, em Lisboa, que a instituição angariou 394.000 euros para ajuda humanitária a Moçambique, país que já contabiliza 242 vítimas mortais em consequência da passagem do ciclone.

Em conferência de imprensa, Francisco George referiu que a CVP recebeu 144.000 euros até às 15:00 de hoje, acrescentando que lhe foi prometida a entrega "em breve" de mais 250.000 euros por parte de outras organizações.

Ainda assim, o responsável da instituição considera que "400.000 euros não chegam", mas as verbas podem ajudar a evitar a morte de crianças através da entrega de "alimentos, sistemas de desinfeção de água, como filtros, dispositivos, um hospital de campanha e muitos outros equipamentos que estão preparados no aeroporto de Figo Maduro".

Francisco George apontou que deste valor, 295.000 euros estão destinados para fretar à TAP um avião de carga, que poderá transportar 30 toneladas de material e ajuda humanitária, ao abrigo da denominada "Operação Imbondeiro".

O avião, que partirá para a cidade moçambicana da Beira na segunda-feira, transportará o hospital de campanha da CVP - com uma massa de cinco toneladas - e bens que serão entregues por grandes superfícies comerciais que estão, disse ainda Francisco George, "todas a ajudar no processo de angariação".

O responsável da instituição justificou que a requisição deste avião era a única alternativa para garantir a entrega de bens na região, uma vez que o aeroporto de Maputo "está sob pressão" e outros aviões não poderiam assegurar a descarga de materiais na Beira, onde estes mecanismos não estão operacionais.

"A equipa da Cruz Vermelha Portuguesa procurou, dia e noite, um avião de carga para transportar o hospital de campanha, os equipamentos, os geradores, e não foi possível encontrar outra alternativa", afirmou Francisco George, que elogiou a adesão dos portugueses à campanha de recolha de fundos lançada no dia 19 de março.

"Os portugueses têm sido muito generosos. Foi ultrapassada uma barreira psicossocial que estava convencido, que seria difícil de transpor", disse.

A Cruz Vermelha Portuguesa pretende apresentar-se numa situação de transparência face aos donativos recolhidos pela instituição, e para isso discriminou o valor anunciado e que constava nas contas Fundo de Emergência dos bancos BPI, Caixa Geral de Depósitos, Santander, Millennium BCP, Montepio Geral e através do portal `online` HiPay.

Entre comunicaram o seu apoio à CVP, estão a Caixa Geral de Depósitos, que através de uma campanha com o Millennium BCP e com a Fidelidade juntou 75.000 euros, o Montepio, com donativos de 50.000 euros, a Câmara Municipal de Sintra, cidade geminada com a cidade da Beira, e a empresa Águas de Monchique.

Durante a conferência, Francisco George comunicou também a assinatura de um memorando de entendimento entre a Cruz Vermelha Portuguesa e a organização não-governamental Médicos do Mundo, liderada por Fernando Marques.

Este acordo entre as duas organizações pretende unir esforços "no sentido de otimizar recursos e sinergias de forma a fazer chegar o mais brevemente possível o apoio à região da Beira".

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