Base Naval de Lisboa com áreas isoladas devido à presença da bactéria legionella
A bactéria da legionella foi detetada em novembro na Base Naval de Lisboa, obrigando ao encerramento de algumas instalações para desinfeção das caldeiras afetadas, que ainda decorre, sem registo de qualquer pessoa infetada.
Um porta-voz da Marinha avançou esta sexta-feira à agência Lusa que a bactéria foi detetada já no final de novembro em algumas caldeiras e chuveiros no decorrer de inspeções de rotina aos sistemas de aquecimento de água na Base Naval de Lisboa.
Segundo o ramo, não foi "identificada qualquer pessoa contaminada com legionella".
Após a deteção da presença da bactéria, "foi de imediato" interdita a utilização da água quente sanitária e determinado o isolamento do espaço para a limpeza e desinfeção dos sistemas afetados.
De acordo com a Marinha, continuam a ser feitas análises e os "resultados continuam a indicar a presença da bactéria", situação que "está a ser acompanhada pelas entidades de saúde competentes".
"A Marinha prossegue com todas as diligências no sentido de eliminar a bactéria e salvaguardar a saúde dos seus militares, militarizados e civis", referiu.
Em setembro passado, esta bactéria foi detetada num dos balneários da piscina municipal de Odivelas, que chegou a ficar fechada. Na altura, a Direção Geral da Saúde descartou a possibilidade de um surto.
No mesmo mês, foi detetada na fábrica da Autoeuropa, em Palmela, numa torre de refrigeração na zona de pintura de automóveis dessa unidade fabril.
Pouco tempo depois, em outubro, a piscina do Complexo Municipal dos Desportos “Cidade de Almada” foi encerrada temporariamente ao público por ter sido detectada a presença da bactéria legionella, anunciou então a Câmara Municipal.
Também em outubro, a bactéria foi detetada na água de um dos balneários do Pavilhão Gimnodesportivo de Redondo, no distrito de Évora, que ficaram interditos, não havendo registo de casos da doença.
c/ Lusa