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Calor motiva alerta e faz acionar antecipadamente alguns planos de contingência na saúde

Calor motiva alerta e faz acionar antecipadamente alguns planos de contingência na saúde

Depois de um inverno bastante molhado, frio e tempestuoso, o mês de maio trouxe um verão antecipado com temperaturas anormalmente altas para a época. Évora e Bragança, são por natureza geográfica dois locais onde as temperaturas se sentem com maior intensidade.

RTP /
Foto: Jean-Paul Pelissier - Reuters

Os repórteres da RTP Antena 1 foram saber que medidas estão a ser implementadas, principalmente à população mais vulnerável e idosa.
Cuidados de Saúde Primários da Unidade Local de Saúde do Alentejo Central – Évora
No hospital de Évora, o recurso ao planos de contingência face ao aumento das temperaturas, ainda não foi accionado, diz Helena Gonçalves, directora clinica para os Cuidados de Saúde primários da ULS Alentejo central: “Mas estamos em alerta”, sublinha.

Em conversa com o jornalista da RTP Antena 1, Paulo Nobre, a directora clinica refere que as pessoas mais idosas, que se deslocam a esta unidade de saúde, com sintomas de desidratação acabam por ficar em maca e mudam um pouco a rotina hospitalar.

Helena Gonçalves recomenda antecipação e para evitar estes problemas e fala na necessidade de uma boa hidratação, pois “o nosso termostato interior ainda não está adaptado”.

Reportagem Paulo Nobre – RTP Antena 1
Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia - Bragança
Também no canto interior norte do continente português, em Bragança, as temperaturas se fazem sentir acima dos 30 graus centígrados. Um fator que obrigou, desde 15 de maio, a implementação do plano de contingência, por indicação da Direção Geral da Saude.

Susete Abrunhosa directora da Unidade de Cuidados Continuados da Santa Casa da Misericórdia, em Bragança, tem a seu cargo 67 pessoas dentro da classificação mais vulnerável.

“O plano de contingência é de extrema importância, para as instituições que trabalham com pessoas vulneráveis”, explicou a directora ao jornalista da RTP Antena 1, Afonso de Sousa.

Entre os vários cuidados, diz Susete Abrunhosa, que logo pela manhã os quartos são arejados, os mais idosos são trajados com roucas leves e claras, usufruem de uma alimentação mais leve e a hidratação é agora um elemento chave para os utentes.
Reportagem Afonso de Sousa – RTP Antena 1
Os anos de 2015 a 2025 foram os 11 anos mais quentes já registados, indicou a Organização Meteorológica Mundial (OMM) em março, e essa tendência deverá continuar, de acordo com um novo relatório desta agência da ONU.

Este ano o mês de maio já está a manter esta tendência alertando as nações Unidas que as temperaturas médias globais deverão alcançar "níveis recordes ou próximos" entre 2026 e 2030, com 75% de probabilidade de que a média exceda os níveis pré-industriais em mais de 1,5°C.
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