Câmara da Ribeira Grande afasta risco para população após suspensão de central geotérmica
Ponta Delgada, 21 dez (Lusa) -- O presidente da Câmara da Ribeira Grande (Açores) afastou hoje qualquer perigo para a população associado ao fenómeno que determinou a suspensão temporária do funcionamento de uma das centrais geotérmicas instaladas no concelho.
"A decisão de suspender a atividade da central Cachaços-Lombadas teve a ver exclusivamente com a necessidade de apurar se ao seu funcionamento se devem as alterações químicas registadas na água de uma das nascentes de água usadas para abastecimento público", assegurou Ricardo Silva, em declarações à Agência Lusa.
O autarca afirmou ainda que a Câmara da Ribeira Grande procedeu à suspensão do aproveitamento da água dessa nascente logo que se verificou a alteração dos seus parâmetros.
O responsável adiantou que o desligamento dessa nascente da rede pública não tem qualquer impacto no regular fornecimento de água no concelho, sublinhando que, apesar disso, a autarquia projeta, como medida de precaução, a abertura de um furo que permita substituí-la.
"Vamos continuar a monitorizar a nascente para verificar se há alguma relação de causa-efeito entre o funcionamento da central Cachaços-Lombadas e a alteração da composição das suas águas", referiu, indicando que a reativação da central depende do que vier a ser apurado.
Num comunicado emitido na terça-feira a Sociedade Geotérmica dos Açores SOGEO, do grupo da elétrica regional EDA, justificou a suspensão da produção daquela unidade com "um ligeiro aumento da temperatura da água de uma das nascentes" de água existente na zona.
A SOGEO assegurou, então, que da situação registada "não resulta qualquer diminuição da qualidade de serviço no abastecimento de água ou eletricidade às populações, nem quaisquer riscos para a saúde e segurança das pessoas e bens".