Câmara paga transladação de corpo da alegada primeira vítima do ex-GNR

Câmara paga transladação de corpo da alegada primeira vítima do ex-GNR

O presidente da Câmara de Santa Comba Dão, João Lourenço, assegurou que a autarquia pagará as despesas da transladação do corpo de Isabel Isidoro, que terá sido a primeira de três vítimas do cabo da ex-GNR.

Agência LUSA /

O cadáver de Isabel Cristina Isidoro, de 17 anos, foi encontrado a 31 de Maio de 2005, na praia da Figueira da Foz, e sepultado no cemitério da mesma cidade, na zona destinada aos corpos não identificados.

A jovem tinha desaparecido a 24 de Maio, mas os pais não comunicaram o sucedido às autoridades por pensarem que tinha emigrado para França, à revelia deles.

João Lourenço disse à agência Lusa que, "como a família da jovem não tem possibilidades financeiras", a autarquia se comprometeu a pagar as despesas da transladação do corpo para Santa Comba Dão.

"Estamos em conversações com a Câmara da Figueira da Foz para que a despesa com a abertura da sepultura não nos seja debitada. O resto das despesas, da viagem e do funeral, assumimos nós", explicou.

Segundo o autarca, a transladação atrasou-se devido ao facto de esta semana a conservadora da Conservatória do Registo Civil da Figueira da Foz ter estado de férias e não ter sido possível "cumprir as questões burocráticas" necessárias à exumação do cadáver.

No entanto, prevê que no início da próxima semana, "terça ou quarta-feira", o corpo seja transladado.

A autarquia já reservou no cemitério de Santa Comba Dão terrenos para as jovens que presumivelmente foram assassinadas por António Costa, cabo da GNR na reserva desde Abril de 2005, que há uma semana foi indiciado pela prática de três crimes de homicídio qualificado e três de ocultação de cadáver.

João Lourenço ressalvou que, no entanto, como a família de Mariana Lourenço, a segunda jovem a desaparecer, "processa uma religião diferente da Católica", poderá não pretender que esta fique enterrada no cemitério local.

Na quarta-feira, os Bombeiros de Penacova retiraram do rio Mondego os membros inferiores de um corpo que foram transportados para o Instituto de Medicina Legal de Coimbra, onde decorrem os exames para determinar se pertencem a Mariana, desaparecida em Outubro de 2005 (e não Novembro, como inicialmente tinha sido avançado).

Essa é a convicção da Polícia Judiciária, que pensa tratar-se do resto do corpo encontrado a 01 de Junho.

No sábado, tinha sido encontrado um corpo que poderá ser de Joana Oliveira, de 17 anos, a última das jovens de Santa Comba Dão a desaparecer, a 08 de Maio deste ano.

O Instituto de Medicina Legal de Coimbra está também a realizar testes de ADN a este corpo, para confirmar se se trata de Joana Oliveira.

João Lourenço reiterou que as técnicas da autarquia estão disponíveis para dar apoio psicológico e assistência às famílias das três jovens "pelo tempo que for necessário".


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