País
Caminhos com árvores caídas aumentam receios de atraso no ataque inicial aos incêndios
O presidente da Comunidade intermunicipal do Médio Tejo (CIM) Manuel Jorge Valamatos alerta na rádio pública para um verão em que um dos principais constrangimentos é a dificuldade de acesso aos terrenos florestais após as tempestades que afetaram vários concelhos desta região. As árvores derrubadas podem atrasar o ataque inicial aos fogos, o que é considerado essencial para que não ganhem dimensão.
Fotografia: Câmara Municipal de Abrantes
Manuel Jorge Valamatos explicou ainda que apesar de muitos proprietários de terrenos, empresas ligadas à floresta, e outras entidades estarem a proceder a limpezas: "não há condições, nem de equipamentos nem de mão de obra, bastante para todas as respostas que são necessárias; daí que aumenta o risco da dimensão dos incendios".
Na apresentação do Plano de Operações Sub-regional do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Rurais (DECIR) 2026, que decorreu no Sardoal, várias entidades lembraram a necessidade de um ataque inicial musculado aos incêndios rurais, apesar de uma ligeira redução de meios humanos, num verão que a Proteção Civil antecipa como complicado devido a material combustível acumulado.
"É um retrocesso de gestão dos territórios" no combate aos incendiosO alerta é do presidente da Comunidade intermunicipal do Médio Tejo (CIM) Manuel Jorge Valamatos numa altura em que diz ouvir falar da possibilidade de se acabar com os comandos sub-regionais de Proteção Civil.
E considera que seria "um retrocesso de gestão dos territórios" acabar com os comandos sub-regionais, defendendo a manutenção da estrutura do Médio Tejo.
O autarca destacou ainda o papel das Juntas de Freguesia, Associações de caçadores e Empresas Florestais no apoio à vigilância e primeira intervenção no território.
A região do Médio Tejo registou desde o início do ano 66 incêndios rurais, classificando 2026, até agora, como o terceiro pior ano desde 2016 em termos de ocorrências.