Camionistas portugueses continuam retidos devido a greve em Itália

Camionistas portugueses continuam retidos devido a greve em Itália

Pelo terceiro dia consecutivo, dezenas de portugueses estão parados em França e Itália devido à greve dos camionistas italianos que estão a bloquear estradas e a passagem na fronteira.

RTP /
A situação vivida devido à greve é caótica, como mostra a imagem EPA

Na terça-feira, o Governo italiano mandou suspender a greve dos camionistas por considerar a paralisação ilegal. O Executivo exige o respeito pelos "direitos fundamentais dos cidadãos".

Apesar disso, os sete sindicatos que convocaram a greve garantem que o protesto é para continuar até sexta-feira.

A situação vivida no país está a provocar graves dificuldades à população que, devido ao não movimento de camiões de transporte, começa a sentir a escassez no distribuição de combustível e no fornecimento de alimentos.

Portugueses afectados pela greve

Dezenas de camionistas portugueses estão parados em estações de serviço francesas há dois dias.

Em declarações à Antena 1, Manuel Tavares, um camionista português retido em França, disse que a Itália "tem a fronteira bloqueada a camiões pesados. E a polícia francesa não nos deixa avançar mais porque as estações de serviço para a frente estão todas cheias."

Maiores dificuldades devem ser sentidas a partir de hoje

Com o passar dos dias as dificuldades dos camionistas portugueses aumentam uma vez que não conseguem sair do local onde estão. Nesse sentido, a secretaria de Estado das Comunidades Portuguesas disponibilizou dois números de telemóvel para atender camionistas retidos devido à greve que precisem de apoio: 00393343751123 e 00393474919948.

Fonte da secretaria disse à Lusa que até esta manhã não houve qualquer pedido de ajuda.

Também em declarações à Lusa, Abel Marques, secretário-geral da Associação Nacional dos Transportes Públicos Rodoviários de Mercadorias (ANTRAM), descreveu a situação como "muito complicada" e com tendência a piorar.

A greve dos camionistas italianos acontece porque os trabalhadores exigem a redução dos preços do combustível e menos horas de trabalho.
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