Campus universitário da Figueira da Foz inaugura novo edifício e projeta ampliação
O ministro da Educação, Ciência e Inovação inaugurou hoje o Edifício 2 do campus da Universidade de Coimbra (UC) na Figueira da Foz, que prepara já a sua expansão com novas construções a arrancar até final do verão.
Em declarações aos jornalistas, Fernando Alexandre destacou que "é um projeto importante para a UC e para a região, porque é muito positivo construir polos descentralizados fora da cidade de Coimbra".
"É também a possibilidade de ver um território como a Figueira da Foz, que tem uma ligação ao mar desde sempre, criar cursos e valências de investigação na área da biologia marítima e engenharia naval, fundamentais para o país", sublinhou.
Salientando que o país discute atualmente as grandes prioridades estratégicas para a investigação e inovação, o governante frisou que o oceano e o mar "estarão no centro dessas estratégias, porque são uma dimensão identitária e um recurso extraordinário que o país tem".
"O facto da UC se posicionar na Figueira da Foz nestas áreas ligadas ao mar é muito importante para o desenvolvimento deste território e de Portugal", vincou.
O Edifício 2 do campus da UC na Figueira da Foz funciona no antigo terminal rodoviário da cidade, cedido pelo município, que foi alvo de uma requalificação profunda, e está dotado de laboratórios de ponta equipados com a mais recente tecnologia de investigação.
O reitor da UC, Amílcar Falcão, destacou a presença estratégica na Figueira da Foz com uma "visão sobre a economia azul" centrada no ensino, na investigação e no apoio às empresas instaladas e às que se instalem no concelho, frisando que o novo espaço reflete o investimento da instituição nas áreas do mar, sustentabilidade, alterações climáticas, erosão costeira e recursos marinhos globais.
A criação do Campus da UC, que funciona desde 2022 na Quinta das Olaias, resulta de uma parceria com a Câmara Municipal liderada por Pedro Santana Lopes.
Desde essa altura, ministra a licenciatura em Biologia Marinha e mestrados em Inteligência Artificial e Computação Musical e Design de Som, entre outros cursos não conferentes de grau como o curso de especialização em Política Internacional dos Oceanos.
No início do próximo ano letivo, a oferta pedagógica é reforçada com uma nova licenciatura -- Engenharia Naval e Oceânica -- e três novos mestrados - Relações Internacionais/Política Internacional dos Oceanos, Sistemas Costeiros Sustentáveis e Biologia Marinha e Alterações Globais.
Em 2027, a UC pretende abrir os mestrados em Conservação Costeira e Oceânica, em colaboração com a Universidade dos Açores, e em Engenharia Naval e Oceânica, e, para 2028, está previsto a abertura do curso de doutoramento em Ciências e Tecnologia do Mar.
Segundo o diretor do campus, Miguel Pardal, antes do final do verão avança a ampliação do polo junto à Quinta das Olaias, com a construção de salas de aula e laboratório e outros espaços, numa intervenção de 2,25 milhões de euros que deverá estar concluída ainda no próximo ano.
O campus da UC integra o consórcio europeu Allwaters, que visa, até 2033, comercializar 247 inovações, apoiar o nascimento de 58 startups e evitar perdas de 1,2 mil milhões de euros associadas à degradação dos ecossistemas.
A sua estratégia científica assenta ainda no Centro de Tecnologia e Inovação SeaPower (focado no desenvolvimento da economia azul) e o UC BLUE, cuja estrutura une todos os centros de investigação daquela universidade ligados ao mar, com a ambição de se consolidar como uma referência nacional e internacional nas áreas ligadas ao mar, à sustentabilidade costeira e à economia azul.
O presidente da Câmara da Figueira da Foz, Santana Lopes, destacou a "aposta firme e de total empenho" do seu município na instalação do campus da UC, traduzido na cedência de três espaços ao polo universidade -- Quinta das Olaias, antigo terminal rodoviário e um lote de terreno na freguesia de São Pedro, no setor sul do concelho, na margem esquerda do rio Mondego.