Candidatos do PCP entre a desistência e as urnas
Carlos Carvalhas, ex-líder do PCP, foi o candidato do PCP que melhor resultado obteve - 12,46% - nas presidenciais de 1991, na reeleição de Mário Soares para o Palácio de Belém.
Nos últimos 30 anos, os comunistas levaram os seus candidatos a votos em apenas três eleições: Octávio Pato, em 1976, Carlos Carvalhas, em 1991, e António Abreu, em 2001.
Dois anos após o 25 de Abril de 1974, o dirigente histórico Octávio Pato foi às urnas em 1976 e recolheu 7,49% dos votos nas eleições ganhas pelo general Ramalho Eanes.
Nas presidenciais seguintes, em 1980, o PCP lançou a candidatura de outro histórico, Carlos Brito, deputado à Assembleia da República, que desistiu a favor de Ramalho Eanes, reeleito por mais um mandato.
Nas presidenciais de 1986, foi Ângelo Veloso, dirigente do PCP no Porto, o escolhido, mas, logo na primeira volta, os comunistas desistiram para apoiar Salgado Zenha, que se apresentou com o apoio do PRD, de Ramalho Eanes.
Na segunda volta dessas presidenciais, entre o líder histórico do PS, Mário Soares, e Diogo Freitas do Amaral, fundador do CDS, o partido optou por Soares.
Ficou célebre, aliás, a frase do então secretário-geral do PCP, Álvaro Cunhal, a pedir aos militantes que votassem em Soares mesmo que tivessem de tapar a sua cara no boletim de voto.
Nas eleições de 1991, que reelegeram Mário Soares, os comunistas apresentaram candidato e levam Carlos Carvalhas, então secretário-geral adjunto, às urnas.
O futuro secretário-geral do PCP (1992-2004) conseguiu 12,46% dos votos.
Em 1996, Jerónimo de Sousa, actual líder dos comunistas portugueses, apresentou-se às presidenciais, mas desistiu a favor do actual Presidente da República, Jorge Sampaio, que venceu o ex- presidente do PSD Cavaco Silva na primeira volta.
Nas anteriores eleições para Belém, em 2001, da reeleição de Sampaio, o partido optou pelo vereador comunista da Câmara de Lisboa António Abreu.
Contrariando a proposta da Comissão Política, o Comité Central do PCP votou a favor da ida de António Abreu às urnas, que obteve 5 por cento dos votos.