Carmona "atónito" com ideia de terraplanar o Parque Eduardo VII
O candidato do PSD à Câmara de Lisboa, Carmona Rodrigues, criticou hoje a proposta do adversário socialista Manuel Maria Carrilho de terraplanar o Parque Eduardo VII, afirmando- se "atónito com o projecto".
"Deixa-me atónito. Não sei o que se pretende. Estou preocupado com esse projecto", afirmou hoje Carmona Rodrigues durante uma acção de campanha por Alvalade, referindo-se à proposta apresentada pelo candidato do PS e divulgada pelo jornal Público de transformar o terreno inclinado do Parque Eduardo VII num jardim em socalcos.
O candidato do PSD e presidente da autarquia disse ainda que a proposta de adaptar as rendas nos bairros sociais consoante os rendimentos dos moradores, avançada no programa de Manuel Maria Carrilho, "não é original nem inovadora, porque já foi apresentada pelo PSD na Câmara Municipal".
Carmona Rodrigues rejeitou também as críticas de Maria José Nogueira Pinto (CDS-PP), que terça-feira acusou o actual executivo camarário de "provincianismo", ao ter contratado o arquitecto norte- americano Frank Gehry para reabilitar o Parque Mayer.
"É o ecletismo que dá qualidade à cidade. As grandes cidades europeias competem entre si e isso passa por atrair os primeiros nomes da arquitectura mundial. Não significa que estejamos a tirar espaço aos arquitectos portugueses", disse, lembrando que Lisboa tem obras de "grandes arquitectos" como Siza Vieira e Frederico Valsassina.
Durante uma visita às freguesias de São João Brito e Alvalade, Carmona prometeu criar mais estacionamento para comerciantes e moradores, afirmando estar a analisar um projecto de construção de um parque subterrâneo nas traseiras do mercado de Alvalade.
"É um bairro onde há um défice de estacionamento para residentes", afirmou o candidato, prometendo ainda uma resposta mais rápida nas intervenções do espaço público, como a reparação da calçada e espaços verdes.
Ao som de gaitas de foles e música celta, Carmona Rodrigues cumprimentou comerciantes e moradores das avenidas de Roma e da Igreja, recebendo muitos votos de felicidades e de boa sorte, sempre acompanhado por uma grande comitiva, que empunhava figuras recortadas do candidato e bandeiras da candidatura, entre as quais apenas uma (tímida) bandeira laranja com o símbolo do PSD.
Pelo caminho, a campanha cruzou-se com uma comitiva da CDU, trocando votos de "bom trabalho" e cumprimentos.
"Um abraço ao Ruben", disse Carmona Rodrigues, referindo-se ao candidato comunista à Câmara de Lisboa.