CE ameaça com Tribunal por causa do e-Escola
A Comissão Europeia comunicou duas decisões relacionadas com o fornecimento de computadores a alunos e professores. Desistiu do processo de infracção no caso da distribuição de computadores Magalhães a estudantes do 1.º ciclo. Ameaçou levar Portugal ao Tribunal de Justiça por causa do fornecimento de computadores portáteis e serviços de internet a estudantes, professores e estagiários.
Portugal tem agora dois meses para corrigir as infracções apontadas pela Comissão Europeia.
Em reacção a esta decisão, o secretário de Estado das Comunicações garantiu que o Governo irá "informar Bruxelas de todos os passos".
Comissão desiste do processo de infracção no caso do programa e-Escolinhas
Bruxelas abandonou o processo e-Escolinhas por considerar que "as autoridades portuguesas aceitaram cumprir as leis europeias de contratos públicos em relação ao portátil e-Escolinha (Magalhães) e lançaram em Janeiro de 2010 o procedimento para conceder um novo contrato"
A Comissão Europeia considerava que o Governo português tinha distorcido as condições de concorrência ao contratar directamente o fabrico dos computadores Magalhães à empresa JP Sá Couto.
Relativamente a esta decisão, o secretário de Estado das Comunicações congratulou-se e afirmou que "as dúvidas sobre a aquisição do Magalhães terminaram".
Paulo Campos acrescentou que a decisão demonstra que os trabalhos da Comissão de Inquérito sobre este caso "não são para o apuramento da verdade" mas uma "arma de arremesso político contra um dos programas mais importantes de combate à infoexclusão em Portugal".