Centro Hospitalar e Misericórdia exigem resposta sobre Medicina Nuclear no Fundão
Fundão, 07 nov (Lusa) - O Centro Hospitalar da Cova da Beira (CHCB) e a Misericórdia do Fundão esperam "uma resposta rápida e célere" relativa à criação da Unidade de Medicina Nuclear do Fundão, disseram hoje os responsáveis por aquelas instituições.
A criação desta unidade, cujos custos de obra e equipamento devem ser integralmente suportados pelo município fundanense, está a ser trabalhada há mais de dois anos e meio e, de acordo com os envolvidos, deveria ter tido uma decisão da tutela entre os meses de julho e agosto, mas até à data o processo continua sem luz verde, situação que foi duramente criticado pelo presidente da autarquia.
Na quinta-feira, em declarações à agência Lusa, Paulo Fernandes mostrou-se preocupado com as consequências do atraso, designadamente no que concerne a possíveis candidaturas a fundos comunitários e assumiu mesmo a possibilidade de entregar o cartão de militante do PSD, caso não haja desenvolvimentos até final do ano.
Prazo que, tal como disse hoje em declarações à agência Lusa o presidente do conselho de administração do CHCB, Miguel Castelo Branco, também espera que não venha a ser ultrapassado, até porque "na realidade já foi dado o tempo que é, dentro deste contexto, adequado para uma análise e decisão sobre a matéria", afirmou.
"Consideramos que é preciso uma resposta rápida e célere e, tendo em conta tudo o que já foi feito, esperamos que pelo menos dentro deste ano civil o assunto seja resolvido", acrescentou.
Este responsável disse não ter "informação suficiente para justificar ou interpretar a demora", mas reiterou que continuará a "diligenciar" no sentido de que o projeto seja concretizado, suprindo "a necessidade de resposta que, reconhecidamente, existe em toda a região - desde o distrito da Guarda até à zona do norte alentejano - no que concerne a este tipo de equipamentos e respetivos serviços.
Envolvida no processo por ser detentora do edifício no qual a unidade deverá ficar instalada (antigo hospital), a Santa Casa da Misericórdia do Fundão também se junta às vozes críticas.
"Sinceramente também não consigo entender que passados mais de quatro meses relativamente à apresentação do protocolo tripartido ainda não haja uma resposta. Na verdade, considero tudo isto incompreensível e absolutamente lamentável", referiu o provedor da instituição, Jorge Gaspar.
O provedor destacou ainda a importância do projeto, o facto de este não acarretar despesas para o Estado, bem como os benefícios que trará para utentes de várias áreas da medicina, uma vez que a proposta também prevê o aumento da aposta nos Cuidados Continuados e a criação Unidade de Medicina Física e de Reabilitação.
A agência Lusa contactou, na quinta-feira, a Administração Regional de Saúde do Centro no sentido de obter esclarecimentos quanto ao ponto de situação do dossiê, mas até às 17:30 de hoje não obteve resposta às questões enviadas por escrito.