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Cerca de 160 mil africanos vivem em Portugal, maioria dos PALOP

Cerca de 160 mil africanos vivem em Portugal, maioria dos PALOP

Cerca de 160 mil africanos vivem em Portugal, a maioria proveniente dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP), e que longe do continente celebram sexta-feira o Dia de África com iniciativas organizadas pelas suas associações.

© 2007 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

A forte migração para Portugal registou-se ainda antes da independência das ex-colónias.

Mas, a partir de 1975, quando vagas de refugiados e de imigrantes ilegais africanos chegaram a Portugal, surgiram problemas de integração e de exclusão nos grandes bairros ilegais e de barracas construídos na periferia de Lisboa.

Estudos publicados por investidores portugueses concluíram que raros são os africanos que em Portugal alcançaram lugares de sucesso, ocupando a sua maioria profissões de baixa qualificação devido essencialmente a problemas sociais e ao insucesso escolar.

Um estudo de 2002 revelava que a maioria dos jovens de origem africana considera-se discriminada no acesso ao consumo, mas sobretudo na forma como são tratados nos estabelecimentos de saúde, nas escolas e nos tribunais.

De acordo com o Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, os cabo-verdianos são a maior comunidade africana a viver no país, cerca de 68 mil, seguindo-se os angolanos (35 mil), guineenses (25 mil), são-tomenses (12 mil) e moçambicanos (6 mil).

Várias iniciativas vão ter lugar a partir de sexta-feira para comemorar o Dia de África, nas comunidades e em bairros mas também a nível oficial como a do Grupo Africano de Embaixadores em Portugal, que promove uma conferência internacional com a presença do ex-secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan.

O Dia de África assinala a criação, há 44 anos, da Organização da Unidade Africana (OUA), hoje União Africana.

Trinta e dois chefes de Estado africanos reuniram-se, a 25 de Maio de 1963, em Adis Abeba, Etiópia, para protestarem contra a colonização, que durante séculos vigorou em todo o continente, e para formarem a OUA.

Dada a importância deste momento, o 25 de Maio foi instituído pela ONU, em 1972, Dia da Libertação da África.

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