Comandante nacional preocupado com saída de profissionais da Proteção Civil

Comandante nacional preocupado com saída de profissionais da Proteção Civil

O comandante nacional da Proteção Civil manifestou-se hoje preocupado com a saída de profissionais da autoridade, nomeadamente de comandantes, avançando que no último ano e meio saíram da estrutura de comando cerca de 10 elementos.

Lusa /
Foto: António Antunes - RTP

"Andamos a treinar pessoas e não temos capacidade de retenção. Eu ainda ontem [segunda-feira] fui informado que provavelmente vou perder mais um comandante sub-regional que está na ANEPC [Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil] há vários anos", disse Mário Silvestre na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) aos negócios dos incêndios rurais.

Questionado pelo deputado do PCP Alfredo Maia sobre a saída de quadros da ANEPC para o Instituto Nacional de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF) e Agência para a Gestão Integrada de Fogos Rurais (AGIF), o comandante nacional confirmou o problema pelo qual a ANEPC está a passar, precisando que a autoridade está "a perder ativos altamente qualificados e treinados" e muitos deles "cresceram e foram formados" na ANPEC.

"Perdemos um conjunto de elementos muito valiosos no núcleo de análise do uso do fogo da Força Especial de Proteção Civil, que saíram porque não os consigo reter, hoje estão no ICNF e alguns deles foram para a AGIF", disse, defendendo que é necessário "repensar algumas questões para conseguir reter esses ativos".

Comparando a saída de quadros da ANEPC com o que se está a passar na Forças Armadas, o comandante falou das carreiras e salários como possíveis causas da perde elementos na Proteção Civil.

O responsável referiu também que alguns destes quadros que estão sair da Proteção Civil "ficam dentro do sistema, mas não vão fazer a mesma coisa".

"Sim é um problema a retenção. Eu perdi na autoridade nacional, na minha estrutura direta de comando, no último ano e meio, à volta de 10 elementos", lamentou.

Tópicos
PUB