Concurso para médicos de família preencheu 273 das 711 vagas disponíveis

Concurso para médicos de família preencheu 273 das 711 vagas disponíveis

O último concurso para médicos de família permitiu ocupar 273 das 711 vagas disponíveis, mas Administração Central do Sistema de Saúde garante que esse resultado vai atribuir um especialista a mais de 400 mil utentes.

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Benoit Tessier - Reuters

Na sequência da primeira época de avaliação de 2026, o Ministério da Saúde tomou a decisão de abrir todas as vagas que tinham sido solicitadas pelas unidades locais de saúde (ULS), num total de 711, tendo sido ocupados cerca de 38% desses lugares, de acordo com os dados enviados hoje à Lusa pela Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS).

Na globalidade do país, ingressaram este ano no Serviço Nacional de Saúde (SNS) mais 42 novos médicos de família do que no concurso homólogo de 2025, indicou a entidade responsável pelo processo, adiantando que no Norte foi preenchida a quase totalidade das vagas disponíveis (95%), enquanto a ULS do Algarve registou uma taxa de ocupação de 88% em medicina geral e familiar.

O concurso "permitiu reforçar os cuidados de saúde primários em todas as regiões do país, traduzindo-se num aumento do número de médicos colocados face ao ano anterior", assegurou a ACSS, realçando que esse acréscimo se verificou também nas zonas onde a falta de médicos de família é mais acentuada, como em Lisboa e Vale do Tejo.

Nessa região, de acordo com os números agora disponibilizados, foram ocupadas 113 vagas, de um total de 446, o que representa apenas 25% dos lugares colocados a concurso.

A ULS do Estuário do Tejo, que em 2025 não tinha preenchido qualquer vaga, colocou este ano 10 novos médicos de família, apesar de ter 35 lugares abertos.

Dos 273 médicos colocados em medicina geral e familiar, 246 são recém-especialistas, o que corresponde a cerca de 90% do total dos médicos que acabaram o internato (formação na especialidade).

De acordo com os resultados do concurso, apenas uma ULS, a do Litoral Alentejano que tinha 24 vagas disponíveis, não conseguiu ocupar qualquer uma desses lugares disponibilizados.

"Os resultados deste concurso beneficiaram da disponibilização de todas as vagas identificadas pelas ULS, o que permitiu aproveitar a capacidade formativa do país e reforçar o SNS com mais profissionais, respondendo às necessidades das populações e promovendo uma maior equidade no acesso aos cuidados de saúde", salientou a ACSS.

Em maio deste ano, mais de 1,6 milhões de pessoas não tinha médico de família, cerca de 1,1 milhões das quais em Lisboa e Vale do Tejo.

Já em relação ao concurso para a colocação de médicos de saúde pública, das 68 vagas disponibilizadas, 36 foram ocupadas, mais seis do que no concurso de 2025.

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