País
Conselho de Administração da RTP já tem data de saída
Os membros do Conselho de Administração (CA) liderado por Alberto da Ponte apresentarão a renúncia aos cargos até final do corrente mês de janeiro.
O anúncio é feito em comunicado conjunto do ministro-adjunto e do Desenvolvimento Regional e da secretária de Estado das Finanças, que relaciona a data de renúncia do CA com a entrega do relatório de contas relativo a 2014, o que, diz, "ocorrerá até ao final de janeiro".
No mesmo comunicado, "o Governo agradece a boa gestão levada a cabo pelo Conselho de Administração da RTP, que contribuiu para os bons resultados económicos e financeiros alcançados pela Empresa em 2013 e reforçados nas previsões para 2014".
O ministro da tutela e a sua co-signatária sublinham ainda o mérito especial que atribuem ao CA, por essa "boa gestão" ter sido levada a cabo sob o signo de "constrangimentos existentes em termos de financiamento público do Estado e das empresas públicas, da eliminação total da indemnização compensatória no ano de 2014 e dos desafios decorrentes das alterações estruturais ocorridas na empresa".
Satisfação da condição posta pelo CAO Conselho Geral Independente (CGI) presidido por António Feijó propusera a demissão do CA depois de ter reprovado pela segunda vez o plano estratégico apresentado por este. O CA, em resposta citada pela agência Lusa, acusara o CGI de fazer uso de uma "pura lógica de 'apparatchik'.
Na mesma resposta, o CA manifestara a sua disponibilidade para sair, mas condicionando-a ao "respeito pelo bom trabalho por si colegialmente e individualmente realizado durante o período já decorrido dos seus mandatos, bem como o respeito pelas suas reputação e ética profissionais".
Após o anúncio da iminente saída do CA, o CGI emitiu também um comunicado, referindo-se à "honorabilidade e a capacidade profissional dos membros do Conselho de Administração da RTP enquanto gestores, as quais não estão, nem nunca estiveram, em causa".
A caminho de um novo CAOs membros do CA cessante são Alberto da Ponte, Luiana Nunes e António Beato Teixeira. Para o próximo CA estão propostos pelo CGI Gonçalo Reis e Nuno Artur Silva. Não foi por enquanto referido nome algum para o pelouro das finanças, até aqui assegurado por Luiana Nunes.
O CGI emitiu também, entretanto, um documento com "Linhas de Orientação Estratégica" pelas quais deverá pautar-se a elaboração, pelos candidatos ao próximo CA, de um plano estratégico que será apreciado pelo accionista Estado, juntamente com as propostas nominais do CGI para preenchimento dos cargos.
Contactado pela RTP Online, Camilo Azevedo, da Comissão de Trabalhadores da RTP, disse apenas que "este foi um processo muito moroso, com consequências para a vida normal da RTP. Esperemos ter rapidamente uma administração que, em conjunto com os trabalhadores, reconstrua o serviço público de rádio e televisão".
No mesmo comunicado, "o Governo agradece a boa gestão levada a cabo pelo Conselho de Administração da RTP, que contribuiu para os bons resultados económicos e financeiros alcançados pela Empresa em 2013 e reforçados nas previsões para 2014".
O ministro da tutela e a sua co-signatária sublinham ainda o mérito especial que atribuem ao CA, por essa "boa gestão" ter sido levada a cabo sob o signo de "constrangimentos existentes em termos de financiamento público do Estado e das empresas públicas, da eliminação total da indemnização compensatória no ano de 2014 e dos desafios decorrentes das alterações estruturais ocorridas na empresa".
Satisfação da condição posta pelo CAO Conselho Geral Independente (CGI) presidido por António Feijó propusera a demissão do CA depois de ter reprovado pela segunda vez o plano estratégico apresentado por este. O CA, em resposta citada pela agência Lusa, acusara o CGI de fazer uso de uma "pura lógica de 'apparatchik'.
Na mesma resposta, o CA manifestara a sua disponibilidade para sair, mas condicionando-a ao "respeito pelo bom trabalho por si colegialmente e individualmente realizado durante o período já decorrido dos seus mandatos, bem como o respeito pelas suas reputação e ética profissionais".
Após o anúncio da iminente saída do CA, o CGI emitiu também um comunicado, referindo-se à "honorabilidade e a capacidade profissional dos membros do Conselho de Administração da RTP enquanto gestores, as quais não estão, nem nunca estiveram, em causa".
A caminho de um novo CAOs membros do CA cessante são Alberto da Ponte, Luiana Nunes e António Beato Teixeira. Para o próximo CA estão propostos pelo CGI Gonçalo Reis e Nuno Artur Silva. Não foi por enquanto referido nome algum para o pelouro das finanças, até aqui assegurado por Luiana Nunes.
O CGI emitiu também, entretanto, um documento com "Linhas de Orientação Estratégica" pelas quais deverá pautar-se a elaboração, pelos candidatos ao próximo CA, de um plano estratégico que será apreciado pelo accionista Estado, juntamente com as propostas nominais do CGI para preenchimento dos cargos.
Contactado pela RTP Online, Camilo Azevedo, da Comissão de Trabalhadores da RTP, disse apenas que "este foi um processo muito moroso, com consequências para a vida normal da RTP. Esperemos ter rapidamente uma administração que, em conjunto com os trabalhadores, reconstrua o serviço público de rádio e televisão".