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Consumo de psicofármacos e encargos do SNS atingem máximo em 2025

Consumo de psicofármacos e encargos do SNS atingem máximo em 2025

Cerca de 80 mil embalagens de psicofármacos foram dispensadas por dia em 2025 em Portugal continental, totalizando quase 29,4 milhões, o valor mais elevado da última década, com encargos do SNS a rondar os 152 milhões de euros.

RTP /
Foto de Isaac Quesada na Unsplash

Em dez anos, a venda de antidepressivos e antipsicóticos cresceu 82% e 72%, respetivamente, enquanto as benzodiazepinas (ansiolíticos, sedativos e hipnóticos) registaram uma queda de 6,9%, revelam os dados da Autoridade Nacional do Medicamento e Produtos de Saúde (Infarmed).

No total, em 2025 foram vendidas mais de 29 milhões de embalagens de psicofármacos, o valor mais elevado da última década.

Este aumento teve impacto nos encargos do Serviço Nacional de Saúde, que subiram de 123,1 milhões de euros em 2015 para 152,6 milhões em 2025.

Os antidepressivos foram a classe com maior crescimento, passando de cerca de 7,6 milhões de embalagens para perto de 13,8 milhões (mais 82%).
Por sua vez, a despesa associada a estes fármacos aumentou de 33,7 milhões de euros para 63,6 milhões (mais 89%).

O consumo de antipsicóticos, utilizados sobretudo no tratamento de perturbações como esquizofrenia e transtorno bipolar, também aumentou de cerca de 3,2 milhões de embalagens, para 5,5 milhões (mais 72%), mas a despesa pública baixou de 68,8 milhões de euros para 65,7 milhões (menos 4,5%).

Já as benzodiazepinas registaram uma descida, passando de cerca de 10,8 milhões de embalagens para 10,1 milhões (menos 6,9%). Apesar da redução no consumo, os encargos aumentaram de 20,6 milhões de euros para 23,4 milhões (mais 13,5%).

Os dados dizem respeito a medicamentos prescritos e comparticipados, dispensados nas farmácias comunitárias entre janeiro de 2015 e dezembro de 2025.

Segundo a agência Lusa, especialistas em saúde mental apontam como explicações para este aumento o maior diagnóstico e o acesso mais alargado ao tratamento, a substituição progressiva das benzodiazepinas por antidepressivos e antipsicóticos, bem como fatores como o aumento de residentes e turistas e as dificuldades no acesso à psicoterapia.

c/Lusa

 

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