Corpos de portugueses vítimas de acidente só seguem para Portugal quarta-feira
Valladolid, Espanha, 22 Jan (Lusa) - O envio dos corpos dos quatro portugueses que morreram segunda-feira num acidente de viação em Espanha só deverá ocorrer ao início da tarde de quarta-feira, disseram à Lusa fontes próximas da família de uma das vítimas.
As fontes precisaram que só a meio da tarde de hoje se concluíram todos os trâmites judiciais necessários para o envio dos corpos e que só faltam concluir-se "os trabalhos médicos finais" necessários para preparar os corpos para a viagem.
Familiares das quatro vítimas mortais estiveram hoje em Valladolid acompanhados de um representante da autarquia de Figueiró dos Vinhos e de representantes consulares portugueses.
"Esperamos que possa estar tudo concluído para que possam partir com os corpos dos seus familiares ao início da tarde de quarta-feira", explicou a fonte.
Os quatro portugueses que morreram viajavam com três outros portugueses num táxi-carrinha, registado em Figueiró dos Vinhos, que foi abalroado por uma viatura de matrícula espanhola, que circulava fora de mão, segundo explicou Miguel Alejo, delegado do Governo em Castela e Leão.
Essa carrinha de transporte, registada em Salamanca e que viajava em direcção a Valladolid, embateu no táxi-carrinha bege, em que viajavam os sete portugueses.
Uma terceira carrinha acabou por sair da via, quando tentava evitar o acidente, capotando, tendo o seu condutor sofrido ferimentos ligeiros.
Dois dos três passageiros que ficaram feridos no acidente continuam sob observação no Hospital Universitário del Rio Hortega onde, segundo fontes hospitalares, estão "fora de perigo".
O ferido em estado mais grave é um homem de 23 anos, de Águeda, que se encontra internado na unidade de cuidados intensivos, com politraumatismos múltiplos, traumatismo abdominal, hematoma no baço e traumatismo facial.
O outro português, de 23 anos e natural de Eixo, Aveiro, está ferido com menos gravidade, tendo-se mantido consciente durante o dia de segunda-feira, altura em que chegou mesmo a pedir o regresso a Portugal.
Hernandez Gajape, director do serviço de urgência daquela unidade hospitalar, disse à agência Lusa que só nas próximas 48 horas será possível avaliar a evolução da situação das vítimas.
O táxi que transportava os sete portugueses é das três viaturas envolvidas no acidente a que apresenta os maiores sinais da violência do embate.
A viatura de nove lugares, com placa de Figueiró dos Vinhos, ficou praticamente desfeita e foi rebocada para uma estação de serviço a quatro quilómetros do local do acidente.
Os ocupantes trabalhavam em vinhas em França e deslocavam-se para um período de descanso em Portugal, encontrando-se a menos de 200 quilómetros da fronteira portuguesa na altura do acidente, pelas 07:30.
Eram todos da zona Centro do país (Águeda, Aveiro e Sertã) e apenas um - Diogo Dias, de 19 anos - sobreviveu sem ferimentos físicos graves, mas o português diz que psicologicamente ainda não se recompôs do choque.
O único ferido ligeiro entre os portugueses teve alta hospitalar depois de ser observado e já esteve no local do acidente com as autoridades, a quem contou que vinha a dormir quando aconteceu o embate de um carro de matrícula espanhola que seguia em sentido contrário.
Segundo contou, só consegue lembrar-se que havia mortos.
ASP/HFI.
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