COVID-19. António Costa diz que medidas são tomadas em função dos casos

por Mário Aleixo - RTP
A Universidade do Minho "pára" temporariamente uminho.pt

A ministra da Saúde anunciou na noite de sábado um conjunto de medidas que visam prevenir a propagação do novo coronavírus. O primeiro-ministro António Costa reforçou a ideia e esclareceu que as medidas preventivas serão tomadas conforme o aparecimento de novos casos.

É mais um conjunto de medidas para tentar conter a propagação do novo coronavírus em Portugal.

Estão suspensas as visitas a lares, hospitais e prisões no norte do país, assim como o fecho de uma escola e de dois edifícios de universidades.

O anúncio foi feito em conferência de imprensa pela ministra da Saúde. Marta Temido adiantou que o Governo volta a reavaliar este domingo os riscos da epidemia do novo coronavírus.

No caso da Universidade do Minho, as aulas que são dadas no Campus de Gualtar, em Braga, vão estar suspensas por tempo indeterminado, e alguns edifícios vão mesmo ficar de porta fechadas.

Decisão tomada pela reitoria da Universidade do Minho, depois de ter sido confirmada a infeção de um aluno por coronavírus.

Face a esta situação, o primeiro-ministro justificou as medidas de prevenção anunciadas por Marta Temido.  António Costa diz que serão tomadas conforme o aparecimento de novos casos.
O primeiro-ministro garante que Portugal tem condições para tratar este surto de coronavírus.

Nesta altura estão confirmados 21 casos no país, 15 dos quais no norte.

Durante a tarde de sábado, o Presidente da República foi visitar os doentes internados com o novo vírus no Hospital de São João, no Porto. Marcelo Rebelo de Sousa adiantou que os 16 internados estão bem.

Em Portugal, para além dos 21 casos confirmados com o novo vírus, a Direção-Geral da Saúde adianta que há 47 pessoas que aguardam resultados laboratoriais. E mais de 400 estão sob vigilância.

Os hospitais privados estão disponíveis para colaborar com as autoridades de saúde em relação ao novo coronavírus. 

É o que diz o presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada em entrevista à Antena 1 e ao Jornal de Negócios. Óscar Gaspar diz que estão a tomar medidas para fazer face à epidemia, ainda que não tenham sido abordados pelas autoridades de saúde.
Óscar Gaspar estima que estejam disponíveis 500 camas nos hospitais privados para responder aos casos do novo vírus que surjam nestas unidades.

São declarações do presidente da Associação Portuguesa de Hospitalização Privada no programa Conversa Capital para ouvir na íntegra depois das notícias das 13h00 na Antena 1.

Fora da fronteira portuguesa, em Itália, pelo menos uma dezena de regiões do país vão ficar em isolamento, sobretudo na Lombardia, a região com mais infeções e vítimas mortais.

Para além da medida de isolamento, o Governo de Roma decretou ainda o encerramento de cinemas, teatros e museus em todo o país. Espaços como restaurantes e bares vão funcionar menos horas e apenas os que garantam um metro de distância entre cada cliente.

São medidas que vão estar em vigor até 3 de abril e que fazem de Itália o segundo país no mundo a tomar as medidas mais drásticas, a seguir à China.

O decreto foi assinado na última madrugada pelo primeiro-ministro Giuseppe Conte e vai afetar 16 milhões de italianos, mais de um quarto da população do país.

As autoridades de saúde italianas contabilizam até agora 233 mortos e mais de 5800 casos do novo coronavírus foram confirmados no país.

Em Espanha, mais dois idosos morreram, elevando para 10 o número de casos fatais motivados pelo novo vírus. Espanha tem neste momento mais de 500 casos confirmados.

Nas últimas horas foi também confirmada na Argentina a primeira morte devido ao novo vírus da pneumonia na América Latina. Trata-se de um homem de 64 anos que esteve em fevereiro na Europa.

Na China, em Quanzou, o desabamento de um hotel que servia de centro de quarentena da epidemia do coronavírus, provocou a morte a quatro pessoas. Informação revelada esta madrugada pelo ministro da Saúde chinês que adianta que foram retiradas dos escombros 42 pessoas.

Em todo o mundo, o surto do novo vírus da pneumonia, detetado em dezembro na China, provocou até agora cerca de 3500 mortos e infetou mais de 100 mil pessoas em pelo menos 90 países. 
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