Demissão foi "atitude clarividente" de Menezes - Isaltino de Morais

Demissão foi "atitude clarividente" de Menezes - Isaltino de Morais

Lisboa, 18 Abr (Lusa) - O presidente da Câmara de Oeiras, Isaltino Morais, disse hoje que Luís Filipe Menezes teve "uma atitude clarividente" quando decidiu demitir-se da liderança do PSD e convocar eleições directas antecipadas para 24 de Maio.

© 2008 LUSA - Agência de Notícias de Portugal, S.A. /

"Foi uma atitude clarividente por parte do Dr. Luís Filipe Menezes. Não sou do PSD, como cidadão acho que há muitos nomes que se perfilam e têm a oportunidade de avançar e apresentar as suas alternativas. Quais as propostas diferentes que têm e qual o programa alternativo", disse o autarca à margem do torneio de ténis Open do Estoril.

Isaltino Morais, que abandonou o PSD depois de 30 anos de militância em litígio com a anterior direcção, presidida por Luís Marques Mendes, confessa que não ficou surpreendido com a demissão de Luís Filipe Menezes, anunciada quinta-feira à noite.

"Eu não voto, não sou militante, mas naturalmente mentiria se dissesse que não me preocupa o que se passa porque foram 30 anos que dei ao PSD. Gostaria que tudo corresse bem e que o PSD encontrasse o líder adequado, até porque acho que era bom para o pais. Uma oposição credível é bom para o pais", sustenta.

O autarca diz que é necessário clarificar se o PSD é um partido de quadros ou de massas, "ou se é um partido de elites".

"Não há elites que vão a lado algum sem tropa", avisa Isaltino, acrescentando que era difícil para Menezes fazer "uma oposição sustentada" e "ter disponibilidade mental para desenvolver uma oposição" quando tinha que lidar com permanentes críticas internas.

O presidente do PSD, Luís Filipe Menezes, anunciou na quinta-feira que vai solicitar na próxima semana ao Conselho Nacional do partido a convocação de eleições directas para 24 de Maio e disse que não está na corrida.

Luís Filipe Menezes reconheceu que o partido está "muito doente", depois de ter apontado a "oposição interna nada corajosa de militantes", a "crítica permanente" e os "insultos pessoais" que, a seu ver, "destruíram o PSD, desgastaram a sua imagem de partido alternativo".

JFF/RBF


PUB