Dia de Portugal. Seguro e Montenegro deixam elogios e apelos ao regresso de emigrantes e lusodescendentes

Dia de Portugal. Seguro e Montenegro deixam elogios e apelos ao regresso de emigrantes e lusodescendentes

Juntos numa cerimónia no Luxemburgo que marca o arranque das comemorações do Dia de Portugal, primeiro-ministro e presidente da República deixaram elogios à comunidade portuguesa e prometeram tudo fazer para que Portugal se torne num país atrativo não só para viver, mas também para trabalhar.

Inês Moreira Santos - RTP /
Tiago Petinga - Lusa

O primeiro-ministro abriu a sessão e elogiou a comunidade portuguesa que vive no Luxemburgo. Luís Montenegro prometeu criar as condições necessárias para que o ensino da língua portuguesa possa continuar a ser uma realidade no país.

Luís Montenegro considera que a celebração do dia 10 de Junho é uma "cerimónia muito simbólica, mas também com um significado muito real, muito palpável". 

"Juntamos a esta História de união a preservação da nossa cultura, a valorização da nossa língua e a afirmação dos nossos valores e dos nos princípios enquanto nação".

É também um dia em que "homenageamos Luís Vaz de Camões, cuja obra imortal se tornou um símbolo da nossa identidade enquanto povo, enquanto nação".

No Luxemburgo com o presidente da República e a comunidade portuguesa que vive no país, o primeiro-ministro sublinhou que o 10 de Junho é "um dia em que celebramos todos aqueles que saíram da sua terra natal, mas continuam a ser Portugal, continuam a levar e a expressar Portugal em tudo o que fazem".

"Aqui no Luxemburgo, podemos dizer que a nossa comunidade é uma comunidade exemplar", continuou. "É uma comunidade respeitada. É uma comunidade profundamente integrada na sociedade luxemburguesa. Mas é também uma comunidade que não perde os seus laços a Portugal".

Dirigindo-se aos presentes, Luís Montenegro manifestou a convicção que "esta comunidade é, de alguma maneira, o melhor embaixador de Portugal que podemos ter neste território". É graças às comunidades portuguesas fora de Portugal que, segundo o primeiro-ministro, "continuamos a ser um país e um povo com relações de proximidade com todas as geografias". 

"É por isso que o Governo continua muito empenhado, juntamente com a Presidência da República, com a Assembleia da República, em fortalecer a ligação entre Portugal e as nossas comunidades espalhadas por todo o mundo", afirmou. "Queremos um Estado cada vez mais próximo dos portugueses no estrangeiro".

E como exemplo o chefe de Governo considerou a relação entre Portugal e Luxemburgo como uma ligação de "amizade, de proximidade e de cooperação". 

Destacando o “potencial de desenvolvimento” de Portugal, Luís Montenegro deixou um pedido aos emigrantes e lusodescendentes presentes: "Portugal precisa de todos vós".

"Nós contamos muito convosco para o nosso futuro. Seja esse futuro construído aqui no Luxemburgo; seja esse futuro construído no regresso que ambicionamos que muitos possam ter a Portugal; seja esse futuro construído com as famílias que partilham uma presença quer em Portugal, quer no Luxemburgo".

O objetivo é "um Portugal melhor", "mais próspero", "mais próximo das pessoas".

"Fazer isso também será fazer um Luxemburgo melhor, um Luxemburgo que nos acompanha neste movimento coletivo".
Seguro quer um Portugal mais atrativo para trabalhar
O presidente da República diz que escolheu o Luxemburgo para assinalar o Dia de Portugal por ser o país com uma das maiores comunidades da diáspora portuguesa. Num discurso após o primeiro-ministro, defendeu que Portugal é hoje um país moderno “que quer de volta os seus” e, já sendo “extraordinário para se viver”, também “deve ser extraordinário para se trabalhar”.

António José Seguro começou por admitir sentir-se "em casa" durante esta visita oficial ao Luxemburgo.

"Isso diz muito da relação entre os nossos dois países, pautada por uma amizade construída ao longo de décadas", afirmou o chefe de Estado, reforçando as palavras anteriores de Luís Montenegro. "Este relacionamento reflete-se na parceria bilateral, no alinhamento consistente que mantemos na grande maioria dos dossiers europeus e na presença aqui no Luxemburgo de instituições europeias centrais, como o Tribunal de Justiça".

Estar no Luxemburgo para celebrar o Dia de Portugal "é uma escolha com significado".

"Celebrar o Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas fora do território nacional, junto das nossas comunidades espalhadas pelo mundo é uma prática iniciada pelo meu antecessor e que eu assumo com total convicção", declarou o chefe de Estado, recordando que "a nossa diáspora também é Portugal, com tudo o que isso implica em termos de direitos, de reconhecimento e de responsabilidade da República para com cada um de vós".

"Sou e serei sempre o presidente de todos os portugueses. Não importa o local onde residem, todos merecem idêntico encorajamento, apoio e igual reconhecimento. A distância não diminui a pertença. E como tanto gosto de dizer: 'onde está um português está Portugal".
À semalhança de Luís Montenegro, António José Seguro recordou o papel da língua portuguesa nas comunidades portuguesas e até a união do futebol, com a aproximação do Campeonato Mundial. E foi ainda mais claro, dizendo que Portugal “é um país que quer receber de volta os seus”.

“Os que emigraram e os que nasceram fora, mas que sentem Portugal como uma parte de si”, afirmou.

O chefe de Estado recordou o que disse recentemente a jovens portugueses em Madrid, na sua primeira visita desde que tomou posse a 09 de março.

“Portugal é um extraordinário país para se viver. E deve ser também um país extraordinário para se trabalhar. É um compromisso que assumo”,
afirmou.

O 10 de Junho é o Dia de Portugal, sublinhou ainda, "é o nosso dia".

"É o dia em que a República vos diz sem ambiguidades e sem reservas 'estamos convosco'".

E repetiu: "precisamos de vós, não apenas como embaixadores de Portugal no mundo, mas como parte integrante do inconfundível ser português".

"Obrigado por continuarem a manter este vínculo a Portugal, de ser portugueses à vossa maneira, com a nossa História, um povo que nunca deixou de ser família", concluiu.
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