E.escolinha entrega menos 20 mil computadores, contratos com empresas já não estão em vigor

E.escolinha entrega menos 20 mil computadores, contratos com empresas já não estão em vigor

Lisboa, 27 set (Lusa) - O programa e.escolinha, lançado em 2009, entregou mais de 230 mil computadores Magalhães, abaixo dos 250 mil inicialmente previstos, anunciou hoje o Ministério da Educação, garantindo que atualmente não há contratos em vigor com as empresas fornecedoras dos equipamentos.

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O Governo anunciou hoje que vai propor o encerramento da Fundação para as Comunicações Móveis, responsável pelos programas e.escola (gerido pelo Ministério da Economia) e e.escolinha.

Em comunicado, o ministério da Educação e Ciência (MEC) esclareceu hoje que o programa e.escolinha, "gerido desde 2009/2010" por este ministério, "previa a entrega a escolas do primeiro ciclo do ensino básico de 250 mil computadores Magalhães".

"Deste total, para cobrir as necessidades de equipamentos para alunos inscritos no programa nos estabelecimentos de ensino públicos e privados, bem como de equipamentos para todos os estabelecimentos de ensino público à razão de um computador por turma do primeiro ciclo do ensino básico, revelou-se suficiente a entrega de 230.469 computadores", acrescenta o ministério de Nuno Crato, no comunicado.

De acordo com o MEC, "o número de equipamentos inicialmente previsto não foi atingido em consequência de alterações na rede e população escolares".

O Ministério esclarece ainda que "todos os contratos com as empresas fornecedoras dos equipamentos - Prológica (Lote A e C) e J.P. Sá Couto (Lote B) -, foram executados dentro destes princípios" e que "todas as facturas emitidas foram pagas".

Segundo o ministério, o programa e-escolinha não está atualmente em vigor: "Neste momento não há qualquer contrato em vigor com relação a este assunto", refere ainda o comunicado.

O MEC afirma-se ainda "empenhado no conteúdo do ensino, potenciando todas as plataformas".

Ainda este mês, o secretário de Estado do Ensino e Administração Escolar, João Casanova de Almeida, afirmara que o programa e.escolinha seria reavaliado durante este ano letivo para saber se o dinheiro aplicado estaria a ter retorno.

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