País
El Solitário foi condenado a sete anos e meio de prisão
Jaime Giménez Arbe, conhecido por “El Solitário”, de 52 anos, foi condenado esta sexta-feira a sete anos e seis meses de prisão pelo tribunal da Figueira da Foz. Esta pena acresce aos 47 anos de prisão a que foi condenado em Espanha.
O Ministério Público acusou-o de 5 crimes: roubo na forma tentada, resistência à autoridade, falsificação, posse de armas e munições proibidas.
Durante o julgamento, El Solitário foi muitas vezes irónico. Prescindiu quase sempre da tradutora. E negou a tentativa de roubo. Alegou que não o assaltou porque entretanto, se arrependeu e por isso saiu do banco e se preprava para ir embora.
O Ministério Público contestou a tese da desistência do assalto invocada pelo arguido. A acusação defendeu que houve uma preparação minuciosa, até porque “El Solitário” só deu um passo atrás quando suspeitou que estava a ser vigiado pela polícia.
Invocando a inexistência de produção de prova material e a audição de vários depoimentos contraditórios durante a audiência de julgamento, a defesa pediu ao tribunal que El Solitário fosse absolvido de 2 crimes: roubo na forma tentada e resistência à autoridade.
Dos cinco crimes que lhe eram imputados, apenas foi absolvido do de resistência à detenção pelas autoridades.
"O desrespeito pela vida humana é muito grave e uma pessoa que está disposta a abrir fogo contra outra só para se apoderar de dinheiro tem desprezo pela vida humana", disse o presidente do colectivo, juiz Augusto Costa, na leitura do acórdão que ditou a pena do reputado arguido.
Foi detido em Julho de 2007 quando alegadamente tentava assaltar uma dependência bancária.
O arguido não se conforma com a sentença e, por intermédio da sua advogada, Lígia Borbinha, já anunciou a intenção de recorrer da decisão. Já antes e no final da leitura do acórdão pelo Juiz Presidente, El Solitário não deixou de gritar que a sentença constituia "uma injustiça, uma condenação política".
Condenado pela morte de dois guardas civis
Em Espanha era acusado de ter feito mais de 30 assaltos. Nunca em nenhum deixou uma única impressão digital. Nunca demorou mais do que dois simples minutos a fazer um assalto.
A polícia espanhola há muito que o procurava mas não sabia a sua identidade nem a sua real aparência física. Sabia apenas que media 1 metro e 80 centímetros, que usava uma barba cerrada como disfarce, vestia um colete anti-balas, e andava sempre armado.
Agia sempre sozinho, tanto a nível do planeamento, como da execução bem como da fuga.
Em Espanha, El Solitário já foi condenado a 47 anos de prisão pelo homicídio de 2 guardas-civis.
Jaime Giménez Arbe nega a intenção de matar até porque, justifica, se tivesse intenções de matar muitos outros guardas civis estariam mortos.
Assalto na Figueira da Foz
Em Julho de 2007 atravessou a fronteira de Espanha para Portugal para alegadamente tentar assaltar um banco na Figueira da Foz.
Entrou no banco alegadamente com uma peruca e anunciou-se com as palavras de “Olá a todos. Eu sou o El Solitário. Olá a todos”.
Uma operação conjunta e em colaboração da polícia portuguesa e espanhola permitiu pôr fim a 14 anos de actividade que El Solitário justificava como luta contra o regime espanhol.
"Luto contra o sistema económico espanhol que subjuga o poder político. Nos assaltos, cobro uma espécie de imposto revolucionário", explicava El solitário.
Durante o julgamento, El Solitário foi muitas vezes irónico. Prescindiu quase sempre da tradutora. E negou a tentativa de roubo. Alegou que não o assaltou porque entretanto, se arrependeu e por isso saiu do banco e se preprava para ir embora.
O Ministério Público contestou a tese da desistência do assalto invocada pelo arguido. A acusação defendeu que houve uma preparação minuciosa, até porque “El Solitário” só deu um passo atrás quando suspeitou que estava a ser vigiado pela polícia.
Invocando a inexistência de produção de prova material e a audição de vários depoimentos contraditórios durante a audiência de julgamento, a defesa pediu ao tribunal que El Solitário fosse absolvido de 2 crimes: roubo na forma tentada e resistência à autoridade.
Dos cinco crimes que lhe eram imputados, apenas foi absolvido do de resistência à detenção pelas autoridades.
"O desrespeito pela vida humana é muito grave e uma pessoa que está disposta a abrir fogo contra outra só para se apoderar de dinheiro tem desprezo pela vida humana", disse o presidente do colectivo, juiz Augusto Costa, na leitura do acórdão que ditou a pena do reputado arguido.
Foi detido em Julho de 2007 quando alegadamente tentava assaltar uma dependência bancária.
O arguido não se conforma com a sentença e, por intermédio da sua advogada, Lígia Borbinha, já anunciou a intenção de recorrer da decisão. Já antes e no final da leitura do acórdão pelo Juiz Presidente, El Solitário não deixou de gritar que a sentença constituia "uma injustiça, uma condenação política".
Condenado pela morte de dois guardas civis
Em Espanha era acusado de ter feito mais de 30 assaltos. Nunca em nenhum deixou uma única impressão digital. Nunca demorou mais do que dois simples minutos a fazer um assalto.
A polícia espanhola há muito que o procurava mas não sabia a sua identidade nem a sua real aparência física. Sabia apenas que media 1 metro e 80 centímetros, que usava uma barba cerrada como disfarce, vestia um colete anti-balas, e andava sempre armado.
Agia sempre sozinho, tanto a nível do planeamento, como da execução bem como da fuga.
Em Espanha, El Solitário já foi condenado a 47 anos de prisão pelo homicídio de 2 guardas-civis.
Jaime Giménez Arbe nega a intenção de matar até porque, justifica, se tivesse intenções de matar muitos outros guardas civis estariam mortos.
Assalto na Figueira da Foz
Em Julho de 2007 atravessou a fronteira de Espanha para Portugal para alegadamente tentar assaltar um banco na Figueira da Foz.
Entrou no banco alegadamente com uma peruca e anunciou-se com as palavras de “Olá a todos. Eu sou o El Solitário. Olá a todos”.
Uma operação conjunta e em colaboração da polícia portuguesa e espanhola permitiu pôr fim a 14 anos de actividade que El Solitário justificava como luta contra o regime espanhol.
"Luto contra o sistema económico espanhol que subjuga o poder político. Nos assaltos, cobro uma espécie de imposto revolucionário", explicava El solitário.