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Empresa assume responsabilidade pelo derrame de nafta

Empresa assume responsabilidade pelo derrame de nafta

A empresa Mota Pereira & Martins assumiu hoje, em comunicado enviado à agência Lusa, responsabilidades no derrame de fuelóleo junto a um parque industrial em Setúbal, mas nega que a mancha tenha atingido o estuário do Sado.

Agência LUSA /
DR

De acordo com a empresa, o derrame deveu-se à negligência de um funcionário, que não fechou a torneira de escoamento de uma bacia de retenção, que encheu devido a uma fenda num tubo de alimentação do depósito de combustível.

A empresa afirma que o derrame, de cerca de 150 litros, alastrou ao esgoto fluvial do parque industrial Sapec Bay e estendeu- se a uma pequena bacia existente na margem do rio quando subiu a maré, cerca das 18:00 de quinta-feira.

A Mota Pereira & Martins garante que as autoridades competentes foram chamadas logo que detectado o incidente e esclarece que nenhum combustível foi "alguma vez lançado deliberadamente ao rio".

"Por virtude das barreiras de protecção, o fuelóleo não atingiu o estuário do rio Sado, sendo totalmente falsas as notícias de que havia no rio uma mancha com cerca de quatro metros de largura e um quilómetro de comprimento", diz a empresa.

A Mota Pereira & Martins produz misturas betuminosas para pavimentos rodoviários.

O Ministério do Ambiente pediu sexta-feira um inquérito urgente para apurar responsabilidades sobre o derrame de fuelóleo, considerando, num comunicado enviado à Agência Lusa, que cerca de 400 litros de fuelóleo foram derramados, provenientes de uma descarga da empresa Mota Pereira & Martins, inserida no Parque Industrial da Sapec Bay.

Segundo o Ministério, a mancha de fuelóleo tinha sexta-feira cerca de quatro metros quadrados e estava confinada pelas barreiras de retenção colocadas pelas autoridades.

No entanto, o dirigente da Quercus Francisco Ferreira disse que a nafta chegou a ultrapassar as barreiras, escorrendo para o estuário, que apresentava ao final da manhã de sexta-feira "um fio de fuelóleo com cerca de um quilómetro de extensão e três ou quatro metros de largura que já ultrapassou as barreiras".

Tanto os Bombeiros Sapadores de Setúbal como elementos da administração do porto de Setúbal confirmaram à Agência Lusa não ter recebido qualquer aviso da empresa do derrame de nafta.

Os ambientalistas e a administração do Porto de Setúbal acreditam tratar-se de um acidente ambiental com impacto reduzido, já que grande parte do material poluente terá ficado confinado a uma pequena baía.

Contudo, Francisco Ferreira alertou para a necessidade de cuidados especiais no estuário do Sado, onde vive a única comunidade de golfinhos roazes da Europa e existem várias unidades industriais, como celuloses, indústrias químicas e matadouros de diversos tipos.

RCS/ARP.

Lusa/Fim


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