Escola de Hotelaria do Estoril vai ser integrada na Universidade Nova anunciou PM

Escola de Hotelaria do Estoril vai ser integrada na Universidade Nova anunciou PM

A Escola Superior de Hotelaria e Turismo do Estoril vai ser integrada na Universidade Nova de Lisboa, anunciou hoje o primeiro-ministro, Luís Montenegro, em Leiria, onde defendeu a necessidade de um ensino superior forte.

Lusa /

"Decidimos integrar a Escola Superior de Hotelaria do Estoril na Universidade Nova de Lisboa", disse Luís Montenegro, na Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Politécnico de Leiria, depois de ter presidido a uma reunião do Conselho de Ministros, descentralizado em Pombal.

No Conselho de Ministros, foi aprovada a criação de duas novas universidades - Universidade de Leiria e do Oeste e a Universidade Técnica do Porto -, que resulta da reconfiguração dos atuais institutos politécnicos de Leiria e do Porto, que passarão a integrar o sistema universitário.

Na reunião, o Governo decidiu também reforçar em 53% o financiamento da ação social no ensino superior, estimando que o valor médio das bolsas chegue a 2.600 euros anuais com as novas regras.

Na sessão em Leiria, o primeiro-ministro declarou que a criação de duas novas universidades é "algo que já não acontecia desde os anos 80".

As últimas universidades públicas criadas foram a de Trás-os-Montes e Alto Douro, e da Beira Interior, em 1986, e depois a da Madeira (1988).

"Eu creio que isto dá uma dimensão da forma como nós estamos a entrar numa nova fase, dá uma dimensão de como o país teve um período e um período que agora culmina com a valorização, em concreto, destes dois institutos politécnicos, para poderem ter na mesma ensino politécnico, mas terem ensino universitário e serem instituições de ensino plenas", adiantou.

Referindo-se concretamente à Universidade de Leiria e do Oeste, o líder do Governo declarou que a sua expectativa é que aquilo que são os seus "traços distintivos, identitários" possam evoluir e ser salvaguardados.

Esses traços são uma grande ligação entre o ensino público e o ensino com "vocação para a inovação tecnológica, o envolvimento da comunidade, do associativismo, seja ele público, municipal" ou empresarial, e "a repercussão nos projetos de vida dos estudantes, através da empregabilidade nas empresas da região, levando para elas o conhecimento adquirido", prosseguiu o primeiro-ministro.

Depois, assinalou também "a repercussão enquanto movimento económico, para que o ensino, a aprendizagem, a ciência e a inovação entrem mesmo de braço dado nas empresas" e "aconteçam em simultâneo com o desenvolvimento da atividade produtiva".

"Eu espero, francamente, que a Universidade de Leiria e do Oeste continue a ser isto, continue a ser conhecida, com certeza, por bons estudantes, bons docentes, por capacidade de aprofundamento do conhecimento, por graus académicos, de doutoramento, de especialização, com certeza, mas que não se perca esta que é uma característica que tem sido fundamental para o desenvolvimento desta região e que é a nossa convicção, será agora ainda maior do ponto de vista do potencial que traz para a dinâmica social e económica", referiu.

Luís Montenegro realçou ainda que o Governo quer "instituições de ensino superior fortes, fortes academicamente, fortes na ligação com as empresas, fortes no valor acrescentado que dão à sociedade".

"E fortes também nos movimentos de parceria e de sinergia que são passíveis de se desenvolverem à escala nacional e à escala internacional", acrescentou.

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