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Escola Profissional de Setúbal protesta contra salários em atraso junto ao Ministério da Educação

Escola Profissional de Setúbal protesta contra salários em atraso junto ao Ministério da Educação

Setúbal, 02 jul (Lusa) - Trabalhadores da Escola Profissional de Setúbal (EPS) com salários em atraso desde maio vão manifestar-se a partir das 10:00 de hoje junto ao Ministério da Educação, disse à Lusa a presidente do Conselho Diretivo, Helena Álvaro.

Lusa /

"Vamos fazer este protesto porque o Ministério da Educação continua sem fazer a transferência de verbas para a Escola Profissional de Setúbal, alegadamente, porque ainda não houve a necessária autorização do Ministério das Finanças", disse à Lusa a presidente do Conselho Diretivo da EPS, Helena Távora, lembrando que professores e outros funcionários já têm dois meses de salários em atraso.

Representantes dos professores, dos pais e encarregados de educação da EPS foram recebidos quarta-feira pelo Secretário de Estado do Ensino Básico e Secundário, Fernando Reis, mas não obtiveram qualquer garantia quanto à transferência de verbas, pelo que decidiram manter o protesto previamente anunciado para esta quinta-feira.

Segundo o presidente da Fundação Escola Profissional e vereador da Câmara Municipal de Setúbal, Manuel Pisco, o Ministério das Finanças (MF) e o Ministério da Educação e Ciência (MEC) recusam o pagamento à escola de uma verba de 791 mil euros, destinada aos cursos profissionais que já foram concluídos.

O autarca alega que os dois ministérios não só deduziram parte dos pagamentos devidos de 2014, como também exigiram a reposição de 421 mil euros relativos a verbas pagas, em 2011 e 2012, no âmbito dos contratos-programa celebrados entre a escola e a DGEstE, Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares.

Manuel Pisco defende, no entanto, que não deveria haver lugar a qualquer reposição de verbas por parte da EPS, porque não houve nenhum pagamento indevido "porque a Escola Profissional de Setúbal realizou todos os cursos contratualizados com o Ministério da Educação".

Questionado pela agência Lusa no passado mês de junho, o MEC justificou os cortes efetuados com a redução das transferências para as Fundações estabelecida no OE de 2011 (Artigo 13 Lei 55-A/2010, de 31 de dezembro), que diz terem prosseguido em OE posteriores.

"Havendo valores relativos a anos anteriores que são objeto desta redução, a DGEstE (Direção-Geral dos Estabelecimentos Escolares) estabeleceu com a Escola Profissional de Setúbal um calendário de devolução faseada de valores pagos em excesso, que foi estabelecido entre junho de 2015 e novembro de 2016, a fim de reduzir o impacto, não afetar as atividades previstas e evitar o estrangulamento financeiro da Escola", esclareceu o MEC.

Apesar de haver entendimentos diferentes quanto à redução de transferências para a Escola Profissional de Setúbal, o MEC garantiu "total abertura para continuar a dialogar com a escola, com o objetivo de encontrar a solução mais favorável, no total respeito pelo cumprimento da lei".

 

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